CDL vai fechar filial da avenida Brasil neste mês


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Sede da Câmara dos Dirigentes Lojistas na avenida Brasil já não funciona o dia inteiro
Sede da Câmara dos Dirigentes Lojistas na avenida Brasil já não funciona o dia inteiro
A filial da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) de Franca que funciona na avenida Brasil será fechada em 31 de agosto. O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Pedro José Olivito Lancha. 
 
Segundo Lancha, a decisão sobre o fechamento foi tomada em conjunto pela atual diretoria depois de analisarem todos os custos de manutenção. “Pedimos um levantamento ao contador e ficamos assustados com o que estava sendo desembolsado para manter aquela unidade em funcionamento. Infelizmente, por conta da crise, tivemos que cortar gastos, e fechar a filial foi uma das opções”, explicou.
 
Ele disse que, durante o mês de agosto, a unidade ainda está operando, mas em horários não definidos. “Estamos abrindo um período por dia para informarmos a todos sobre o encerramento das atividades. Mas a partir de 31 de agosto, tudo será desativado para conter gastos”, afirmou. 
 
Segundo Lancha, nos últimos quatro anos, a filial vem acumulando prejuízos de R$ 30 mil por ano. “É muita coisa para arcarmos.”
 
A intenção é, depois do fechamento, promover uma reformulação. “Pretendemos reabrir a filial, mas em outro local que seja mais barato e que possamos manter sem prejuízos.” A intenção, segundo ele, seria encontrar um outro imóvel na região da avenida Presidente Vargas. “Estamos negociando com as imobiliárias e procurando algo que compense, mas ainda não encontramos.” A expectativa é reabrir a filial até o final do ano.
 
Descontentes
Apesar da promessa do presidente de reabrir uma filial na região, a decisão de encerrar as atividades na avenida Brasil deixou alguns associados à CDL descontentes. Entre eles, Mauricio Pereira Ramos, opositor de Lancha. Ramos é o representante de um grupo de lojistas que discordam da medida. “A filial existe há 25 anos. Está em um prédio cujo aluguel é de R$ 3 mil. Não acreditamos no prejuízo alegado.”
 
Ramos também questiona a forma como o fechamento será feito. “Não ouviram os principais interessados, que são os lojistas associados. Não houve um comunicado prévio ou uma discussão a respeito. Achamos que merecíamos uma explicação. Fomos surpreendidos.”
 
 

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