O cantor piauiense Gledson Leal, famoso em Oiapoque, Amapá, onde morava, foi violentamente assassinado no último domingo (2) em um “revezamento de facadas” entre quatro pessoas. A polícia militar, que informou que ele foi vítima de um latrocínio, disse que foram encontradas 60 perfurações no corpo de Leal.
O crime foi premeditado por uma adolescente de 17 anos, a quem o cantor conheceu em um bar. Ela pediu para ser levada para a casa de Leal para usar o banheiro, e constatou haver no local objetos de valor – o músico vendia relógios, câmeras, roupas e outros bens para mineradores clandestinos na fronteira com a Guiana Francesa. “Os dois voltaram para a festa, onde a jovem comunicou três comparsas sobre os produtos de valor”, relatou o sargento Carvalho.
A jovem então convenceu o cantor a voltar para casa, e os três suspeitos seguiram os dois de táxi. Assim que entraram na residência, os homens renderam Leal e o esfaquearam. “Foram 60 facadas e o grupo, que estava drogado, revezou o ataque”, disse o militar. A casa foi roubada.
A fama de Gledson fez com que o crime tivesse grande repercussão, e levou à prisão dos suspeitos. Na mesma madrugada, dois deles tentaram vender um aparelho celular para um taxista, que quando ligou o aparelho viu uma foto do cantor. Ele foi então à delegacia e denunciou o caso. Dois suspeitos foram presos, e os outros dois foram pegos no dia seguinte.
Uma vez na delegacia, a jovem confessou o crime. Também foi apreendido o namorado dela, menor de idade, e dois adultos, que foram enviados para o presídio de Macapá à espera de julgamento. Os adolescentes foram apreendidos.
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