Casa petista está desmoronando


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O que vinha sendo desenhado nas últimas semanas acabou sendo concretizado ontem, com a prisão do ex-ministro José Dirceu, condenado e encarcerado no processo do Mensalão, considerado o maior esquema de corrupção de toda a história do Brasil. Neste processo, o petista tornou-se réu como a “cabeça” do esquema e da quadrilha que se instalou no governo para comprar apoios políticos no Congresso, utilizando-se da corrupção para cooptar partidos e parlamentares no varejo. Agora, os procuradores da Justiça Federal garantem que José Dirceu foi um dos criadores do Petrolão, esquema armado para desviar dinheiro da Petrobras para partidos políticos e dirigentes da estatal. O que tornou mais grave ainda a situação do ex-ministro, foi a constatação de que ele continuou a receber dinheiro de propina mesmo quando estava preso.
 
O processo de enriquecimento de alguns dos principais nomes do Partido dos Trabalhadores nos últimos 12 anos, período em que o País passou a ser administrado pela legenda, já vinha sendo colocado em dúvida e levantava uma série de questionamentos. Assim como Antônio Palocci, Fernando Pimentel e pessoas próximas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu teve um aumento extraordinário de patrimônio, o qual ele justificava como pagamento de “consultorias” a empreiteiras hoje implicadas no Petrolão. Por causa dos indícios e provas levantadas pela investigação na Petrobras, o ex-ministro ainda teve cerca de R$ 20 milhões bloqueados pela Justiça Federal.
 
A investigação está fechando o cerco aos principais nomes do PT e pode chegar a Lula e até à presidente Dilma Rousseff que, segundo informações dos delatores da Lava Jato, teve as suas duas campanhas eleitorais irrigadas com o dinheiro desviado da Petrobras. O dinheiro que foi parar nos bolsos de políticos, diretores da estatal, doleiros, operadores do esquema e nos cofres de partidos políticos pode chegar a cifras estratosféricas; hoje, já está comprovado, o valor supera os R$ 2 bilhões e pode subir ainda mais. Os desdobramentos da investigação Lava Jato a cada dia apontam para mais beneficiários e não há defesa possível, diante das robustas provas apresentadas a cada novo depoimento. O Brasil só espera que o Petrolão tenha o mesmo desfecho do Mensalão, com um julgamento transparente e a condenação de todos os que participaram desta tramoia. O que ninguém quer é que o trabalho do juiz Sérgio Moro, de procuradores e de investigadores da Polícia Federal seja jogado por terra em instâncias superiores.
 
 
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