O número de francanos com o nome cadastrado no SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) deu um salto no primeiro semestre deste ano e subiu 66% em comparação ao mesmo período de 2014. Os dados, fornecidos pela Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), mostram que apenas nos primeiros seis meses de 2015 o nome de 12.613 devedores foram incluídos no sistema contra 7.598 no mesmo período do ano passado. Os números representam o total de R$ 7.640.203,72 em dívidas cadastradas ante R$ 3.409.334,67.
Os dados ainda apontam que o número de exclusões no período diminuiu, enquanto as inclusões aumentaram. Em 2014, foram 27.972 inclusões contra 30.341 em 2015 e 33.789 exclusões no ano passado contra 29.772 neste ano.
A crise econômica que assola o Brasil e tem aumentado o desemprego em todo o país, incluindo Franca e região, é um dos motivos apontados por especialistas para o crescimento no número de devedores, mas não seria a única razão. De acordo com o vice-presidente da Acif, Luís Aurélio Prior, problemas na análise de crédito também cooperaram para o aumento da inadimplência.
“Além de todo o problema econômico atual que o país enfrenta, existe também uma deficiência na triagem dos clientes e a falta de uma análise mais criteriosa para a liberação de crédito. A crise existe e contribui consideravelmente para o aumento das dívidas, mas percebemos que aquelas empresas que têm um rigor maior na gestão financeira apresentam um índice de inadimplência bem menor”, disse.
Ainda de acordo com Prior, muitos dos devedores são reincidentes, ou seja, são pessoas que tiveram seu nome cadastrado no SCPC, renegociaram suas dívidas ou até mesmo tiveram seus nomes excluídos do sistema depois de cinco anos, prazo em que as dívidas “caducam”.
Para o professor de economia Aécio Flávio Lemos, a perda do poder de compra e o aumento de itens básicos, como energia, combustíveis e aluguel, fizeram com que a dificuldade para pagar dívidas aumentasse.
“Os preços que sofrem influência do governo, como energia, combustíveis e alimentos e estavam contidos por causa do ano eleitoral, neste ano, subiram bastante. Consequentemente, os salários diminuíram, pode ser que não no valor, mas no poder de compra. Assim as pessoas perderam a capacidade de pagar as dívidas e a única opção foi se tornar inadimplente”, disse.
Ainda de acordo com o economista, na hora de renegociar as dívidas, é importante priorizar aquelas com juros mais altos, como cartão de crédito e cheque especial.
No acumulado do SCPC de Franca, estão cadastrados 64.482 devedores com o total de 125.779 dívidas ativas, somando R$ 56.750.663,49.
Opções
Para aqueles que estão com o nome sujo, mas pretendem renegociar suas dívidas, a Acif conta com um Departamento de Recuperação de Crédito. Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (16) 3711-1749 e se informar sobre as condições e taxas para fazer a renegociação.
Além disso, com o intuito de orientar sobre a análise de crédito e como manter um índice de inadimplência menor, todas as sextas-feiras são oferecidas aos associados palestras sobre Venda Segura.
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