Assassino acusa participação de segurança em latrocínio de frentista


| Tempo de leitura: 2 min
O segurança Lucas Cristiano, 20, foi preso na última sexta-feira, acusado de latrocínio; ele nega participação no crimes
O segurança Lucas Cristiano, 20, foi preso na última sexta-feira, acusado de latrocínio; ele nega participação no crimes
A situação do segurança Lucas Henrique Cristiano, 20, preso sexta-feira acusado de envolvimento no latrocínio do frentista Márcio Rangel, 42, se complicou ainda mais ontem. O assassino confesso, Hyago de Paula Rodrigues, 22, prestou depoimento na sede da DIG e detalhou como teria sido a participação do comparsa no roubo seguido de morte. Reconheceu pertences e afirmou que Lucas levou a arma e pilotou a moto usada no crime. A Polícia Civil representará pela prisão preventiva dos envolvidos.
 
O frentista foi assassinado no posto Dallas na madrugada do dia 13 de julho. Segundo a polícia, os ladrões imaginavam que havia R$ 200 mil no estabelecimento, soma do movimento de três postos durante o fim de semana. Ao ser rendida, a vítima reagiu e levou dois tiros na cabeça. Os criminosos fugiram levando R$ 74.
 
Hyago foi preso pela DIG dois dias depois. Ele estava soltando pipa e confessou ser o autor dos disparos. Na sexta-feira, a polícia prendeu Lucas, que é acusado de ter pilotado a moto, e o chapeiro Reginaldo de Camargos, 34. Ex-funcionário do posto, ele teria passado as informações para os assaltantes. Ambos foram entregues por um quarto envolvido, identificado por Tiago, mas negaram participação.
 
Dando sequência à apuração do caso, a equipe de homicídios da DIG voltou a ouvir Hyago ontem. Diante de um advogado, ele explicou como o assalto foi planejado. “Ele nos disse que já está pagando pelo crime e que todos os envolvidos terão que pagar também. Confirmou em depoimento que o Lucas era quem pilotava a moto”, disse o delegado Márcio Garcia Murari.
 
Hyago reconheceu a moto e um coturno apreendidos pela DIG e que teriam sido usados por Lucas no crime. “Ele nos disse que, no dia do crime, ficou desconfiado ao ver o Lucas com o coturno. Relatou, ainda, que Lucas levou a arma e o tranquilizou, dizendo que não seriam abordados pelo fato dele ser parente de policiais”, disse Murari. O acusado é filho de um PM.
 
Com base no depoimento, a polícia vai promover o interrogatório e indiciamento de Lucas. A Polícia Civil espera concluir o inquérito até o fim desta semana. “Não temos dúvida nenhuma da participação dos envolvidos. Todos os depoimentos que colhemos até agora fecham na participação dos quatro. As provas são contundentes do envolvimento deles no latrocínio”, concluiu o delegado Murari.
 
Lucas e Hyago devem responder por latrocínio. Já Reginaldo e o indivíduo conhecido como Tiago que, em princípio encontra-se em liberdade por ter contribuído com as investigações, serão indiciados por coautoria. A prisão temporária dos acusados foi decretada por 30 dias, mas a polícia vai pedir a preventiva para que aguardem ao julgamento presos.
 
Erramos
Ao contrário do que foi divulgado pelo Comércio, na edição de sábado, Lucas não foi reprovado em avaliação social para ingresso na Polícia Militar. O reprovado foi Reginaldo de Camargos, preso acusado de ter dado a “fita” para os assaltantes.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários