Criaturas da luz


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A propósito do ‘Ano Internacional da Luz’, Marcelo Gleiser, físico brasileiro, professor e pesquisador no Dartmouth College, em Hanover, Estados Unidos, disse em artigo publicado no caderno Ilustríssima, da Folha de S. Paulo, edição de 24 de maio último, que ‘somos criaturas da luz’. 
 
Voltado para o aspecto físico de tal radiação estelar, analisa conclusões de colegas quanto à sua composição e propagação, desde Leucipo e Demócrito, passando por Huygens e Newton (esses argumentando ondas, um, partículas, o outro).
 
Já o contemporâneo Albert Einstein, junto com a sua Teoria da Relatividade, enuncia que a luz ora se comporta como partículas, ora como ondas. 
 
Quanto à citação de Gleises, de que  ‘somos criaturas da luz’, a Doutrina Espírita está perfeitamente concorde, considerando que estamos mergulhados num ambiente de luz indispensável a que vivamos e nos realizemos, cantando glórias à manifestação da consciência cósmica. 
 
O Mestre Jesus proclamou o homem como detentor de claridades que há de exercitar, ao decretar: ‘Brilhe a vossa luz’. 
 
O espírito André Luiz, buscando alargar-nos a compreensão da luz, pela psicografia de Chico Xavier, atualizando Leucipo e Demócrito e acatando Einstein, fala da ‘...força que provoca a agitação inteligente dos átomos, compelindo-os a produzir irradiações capazes de lançar ondas no Universo. (Evolução em dois mundos, 14ª ed., FEB, p. 23.) Eis aqui, a conjugação de dois comportamentos da luz, o ondulatório e o corpuscular.
 
Mas, considere-se que a fonte primordial do visível e invisível que se contém no Universo, é o fluido cósmico universal, de original e absoluta pureza. 
 
Toda a obra da Criação Divina está sustentada nesse fluido pelo qual a luz se propaga, desempenhando, ainda, a função material, por força da solidificação de que fala, no livro E a vida continua, o mesmo André Luiz: ‘A matéria é luz coagulada’. 
 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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