Acusados de envolvimento em latrocínio no Dallas são presos


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Reginaldo de Camargo, 34, é visto encarcerado na Polícia Civil. Ele nega a acusação de ter passado informações sobre o Dallas
Reginaldo de Camargo, 34, é visto encarcerado na Polícia Civil. Ele nega a acusação de ter passado informações sobre o Dallas
Mais dois acusados de envolvimento no assassinato do frentista Márcio Rangel, 42, foram presos pelos investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) ontem. O segurança Lucas Henrique Cristiano, 20, é acusado de ter pilotado a moto usada no crime. Filho de um policial militar, que não tem qualquer envolvimento com o caso, ele foi indiciado por latrocínio, que é roubo seguido de morte. 
 
Já o chapeiro Reginaldo de Camargos, 34, teria passado as informações para os assaltantes. Ele trabalhou no posto Dallas entre dezembro de 2014 e março deste ano e conhecia a rotina do local. Agora responderá por co-autoria. Ambos, tiveram a prisão temporária decretada por 30 dias pelo juiz da 3ª Vara Criminal, Orlando Brossi Júnior. No dia 15 de julho, a DIG já havia prendido Hyago de Paula Rodrigues, 22, que confessou ter matado a vítima.
 
A descoberta dos dois acusados se deu por meio de uma espécie de deleção premiada de um quarto envolvido (a polícia divulgou apenas o primeiro nome, Tiago), que se apresentou espontaneamente à delegacia acompanhado de duas advogadas quando ficou sabendo que o seu nome estava ligado ao crime. 
 
“Ele detalhou como os fatos ocorreram. Disse que foi procurado pelo ex-frentista, que passou todas as informações. O depoimento, somado as outras provas que já havíamos juntado, inclusive, a informação da participação do Lucas, foi fundamental para o esclarecimento (do caso)”, contou o delegado Márcio Garcia Murari, que comandou as investigações realizadas por Paulo Rodrigues e Luciano Tavares.
 
Em um primeiro momento, Tiago teria se interessado em participar do roubo. “Mas, ao ficar sabendo que policiais faziam a segurança do posto, ele ficou com medo e resolveu terceirizar o assalto, passando para Hyago, que aceitou de pronto. Na noite do crime, os três se encontraram para acertar os últimos detalhes”. Por ter se apresentado e colaborado, Tiago foi indiciado por co-autoria de latrocínio e, em princípio, responderá em liberdade. Os outros dois tiveram a temporária decretada pela Justiça.
 
Lucas foi preso no período da manhã em um alojamento montado no ginásio de esportes de Ibiraci-MG. Ele havia passado a madrugada trabalhando como segurança na festa de peão da cidade. No local, foram apreendidas a moto que teria sido usada no crime e um par de botas. Na casa dele, foram recolhidas roupas para averiguação. Um oficial da PM e o pai do acusado acompanharam a prisão. “O pai colaborou e ajudou, imediatamente, a localizá-lo”. Ele (o acusado) iniciaria o curso de Direito na próxima semana e pretendia ser delegado. Chegou a ser aprovado em concurso para a Polícia Militar, mas foi reprovado na investigação social. Reginaldo foi preso em casa, no Jardim Aeroporto.
 
Os dois acusados foram autuados na sede da DIG e levados para a cadeia do Jardim Guanabara. Ambos negaram participação. No entanto, a Polícia Civil afirma não ter dúvidas do envolvimento. O inquérito será finalizado e enviado à Justiça na próxima semana.
 
 
 

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