Pequim foi escolhida como a cidade que sediará as Olimpíadas de Inverno de 2022. Com a escolha, ela passa a ser a única cidade que já sediou as Olimpíadas de Inverno e de Verão.
A votação teve alguns imprevistos. O primeiro deles foi a desistência dos demais concorrentes, restando apenas Pequim e Almaty na disputa. Em seguida, o nome vencedor não foi visto com bons olhos. O motivo das desistências foi que os outros países não podiam competir com o alto investimento financeiro da China e do Cazaquistão. O inusitado é que nenhuma das duas cidades tem neve e seria necessário investirem em equipamentos que criassem neve artificial.
A cidade chinesa venceu por apenas quatro votos a adversária Almaty. Ativistas dos Direitos Humanos e ambientalistas discordaram do resultado. Sophie Richardson, da ONG Human Rights Watch, defende que "a decisão é um tapa na cara de ativistas chineses". Para o diretor do Greenpeace na China, Ma Tianjie, decidir por Pequim representa uma ameaça ao meio ambiente, mas pode gerar uma motivação do governo chinês, que investiria na despoluição do ar e da água.
Além de gastar absurdamente com eletricidade e água para produzir a neve, a China não respeita muitos dos direitos humanos e vive uma grave poluição do ar e da água.
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