A longa fila de espera para um transplante não é a única dificuldade desse procedimento que salva vidas. Um casal cujo filho morreu em uma viagem teve de desembolsar R$ 10 mil reais para doar os órgãos do jovem. Os sete órgãos retirados – pulmão, coração, pâncreas, fígado, rins, córneas e até ossos, o que é raro, tiveram que ser captados em Ribeirão Preto, a quase 400 km de distância do local de onde o rapaz morreu.
O doador era Marcos Ferreira, de 24 anos, morador de Ribeirão Preto, que morreu em um acidente de carro em Divinópolis, Minas Gerais. A mãe do rapaz disse que não imaginava que seria tão difícil realizar a doação, e teve que pagar R$ 10 mil reais para que uma ambulância transportasse o corpo para Ribeirão a tempo de realizar a coleta. “Isso é inaceitável”, lamentou Doraci Ferreira em entrevista à EPTV. A Central de Transplantes de Minas Gerais disse à emissora que a demora na captação dos órgãos foi para atender protocolos do Ministério da Saúde.
O Brasil tem hoje cerca de 50 mil pessoas na fila de transplante, e metade vai morrer antes da chegada do órgão. Apenas no estado de São Paulo, 153 pessoas aguardam um coração, 2765 precisam de córneas, e 10958 pacientes estão na fila para um transplante de rins. Apesar da dificuldade enfrentada, Doraci se consola com o fato de que a doação permite que outras pessoas possam viver. “Nós recebemos um telefonema do Incor dizendo que a moça que recebeu o coração está fazendo 30 anos de idade e o coração bateu lindamente no peito dela”, relatou na mesma entrevista, emocionada.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.