Negócios: indústria de Franca planeja vender sapatos para a China


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Detalhes da proposta foram apresentados para empresários e jornalistas na tarde de ontem
Detalhes da proposta foram apresentados para empresários e jornalistas na tarde de ontem
Um país visto pela indústria calçadista nacional como um fantasma, por causa da concorrência desleal que pratica com seus produtos, poderá se tornar um parceiro comercial das fábricas de Franca. Pelo menos, é o que pretende o Sindifranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca). A entidade firmou parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil China, com a finalidade de facilitar a exportação de sapatos de alto valor agregado para consumidores chineses de alto poder aquisitivo.
 
Com uma população de 1,3 bilhão de habitantes, a China não apenas exporta produtos baratos como, também, é o maior mercado consumidor do mundo. O país não aparece entre os grandes compradores das empresas calçadistas do Brasil. 
 
De olho neste filão, o Sindifranca se uniu com a Câmara, que foi constituída exatamente a fim de facilitar o desenvolvimento das melhores relações comerciais entre Brasil e China, para tentar abocanhar uma fatia do mercado. “A classe A chinesa é do tamanho da população brasileira. É muita gente comprando. O sapato produzido em Franca é diferente, tem alto valor agregado e, pode, sim, atender a demanda existente. Temos plena certeza que Franca pode competir e conseguir as boas vendas”, avalia Ana Teresa Arruda Rocha, gerente de negócios do Sindifranca.
 
Detalhes da proposta foram apresentados para empresários e jornalistas na tarde de ontem. A ideia é formar um grupo de empresas que têm interesse e condições de exportar produtos de qualidade. Em seguida, será realizada uma pesquisa para entender e conhecer as demandas do mercado chinês.
 
Com base no resultado, será elaborado o projeto final para definir como serão realizadas as ações de divulgação e venda do produto. A Câmara de Comércio e Indústria, que possui escritório em Shangai, dará o suporte necessário no território chinês.
 
“Não estamos vendendo milagres. Estamos prometendo oportunidades. O mundo inteiro está vendendo para a China, e Franca não pode ficar para trás. Os empresários precisam ser agressivos no sentido de buscar alternativas e novos nichos de mercados”, disse Uta Schwietzer, vice-presidente da Câmara.
 
A pesquisa de mercado sobre as preferências dos consumidores chineses está prevista para ser concluída em outubro. Só após a conclusão, o sindicato definirá a estrutura que possibilitará a exportação e o valor que a empresa terá de investir para participar do grupo.
 
“É uma oportunidade única que surge neste momento difícil da economia. Estamos plantando uma árvore. Não dá para querer ser imediatista e achar que vai fechar pedido amanhã. Acredito muito na iniciativa, mas os resultados vão aparecer em médio prazo”, disse José Carlos Brigagão, presidente do Sindifranca.
 

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