Aos administradores eleitos exigem-se responsabilidade, transparência e sensibilidade. Devem agir dentro da legalidade, acompanhando as demandas do povo que comandam e, na medida do possível, tentar atendê-las com a maior presteza possível. Não podem - nem devem - cometer ilegalidade e, acima de tudo, têm que exigir a mesma postura daqueles que os cercam, assessores e auxiliares. Diante de tudo isso, percebe-se que o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) ainda não aprendeu as máximas do ofício de administrar. Se no início de seu mandato a inexperiência servia para explicar algumas de suas atitudes, hoje, mais de dois anos depois, percebe-se que o prefeito francano já deveria ter entendido que, ao proteger - e blindar - auxiliares processados pela Justiça, permite uma ampla margem de ilações, inclusive suspeitas de que ele esteja compactuando com as ilegalidades.
Em 2013, o então secretário de Planejamento, Wilson Teixeira, mesmo condenado por improbidade administrativa, foi mantido por Alexandre Ferreira. Com base em lei municipal que aplica os critérios da Lei da Ficha Limpa a todas as nomeações para cargos públicos de confiança em Franca, o secretário teria que ser imediatamente exonerado. Isso só ocorreu depois que o Ministério Público cobrou explicações.
Agora, o prefeito volta a agir da mesma forma, quando vê auxiliares (e ele próprio) processados. No caso da Cetesb, quando assinou ilegalmente uma licença ambiental para as lagoas de tratamento de curtumes no Distrito Industrial, o chefe do Executivo francano recebeu uma grande lição do governo do Estado, que afastou os dois servidores da empresa denunciados pelo Ministério Público.
Em Franca, pelo que temos visto nos últimos anos, não basta cometer irregularidades, malfeitos ou ilegalidades. Os que gravitam em torno de Alexandre, como auxiliares próximos ou diletos apoiadores no Legislativo, não sofrem qualquer punição. Recebem carta branca para permanecerem nos cargos, contrariando até a lei, como se impolutos fossem. Com uma Câmara Municipal submissa e inoperante, temos sorte de contar com um Ministério Público atuante, que não está permitindo que a coisa pública seja tratada como negócio pessoal do prefeito e da maioria daqueles que foram eleitos para representar a população. Alexandre Ferreira deveria ter aprendido que deve satisfações de seus atos a quem lhe elegeu e agir de acordo com o que se espera dele. Pelo visto, a Justiça e os eleitores lhes darão a resposta a seus atos.
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