Após um breve período de recesso, estou de volta. Nas últimas três semanas, não escrevi a coluna e faltei a este nosso sagrado encontro de quinta-feira. Mas, protocolei justificativa junto à direção do jornal pedindo que as faltas não sejam descontadas de meu salário tendo em vista compromisso inadiável, assumido anteriormente, inerente à minha profissão. Tive que resolver questões administrativas em Cuba e no Chile.
O tempo de ausência foi curto, mas suficiente para ver o nome do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) envolvido em novo escândalo. Depois de ser denunciado à Justiça e se tornar réu em um processo que investiga um esquema de desvio de recursos públicos na construção de creches, Alexandre, agora, é acusado de beneficiar amigos donos de curtumes para, como afirma o Ministério Público, retribuir doações eleitorais recebidas na campanha para a Prefeitura em 2012.
Os problemas do “zeloso” prefeito com a Justiça estão apenas começando. Nos próximos dias, o promotor Paulo Borges, a quem Alexandre acusou de “querer aparecer demais e de colocar em risco a credibilidade do MP por agir errado”, receberá nova denúncia. Desta vez, com supostas irregularidades na Feac (Fundação de Esporte, Arte e Cultura).
De acordo com denúncia feita na tribuna da Câmara, terça-feira, existiriam notas de valores pagos pela Feac a uma empresa de áudio e vídeo para “limpar” praça pública durante a Feira do Livro e o ginásio de esportes do Champagnat. Também levanta a suspeita a locação de um palco para a Virada Cultural Paulista por R$ 99,9 mil, quando um similar sairia R$ 20 mil.
Mais pepino: O vereador Radaeli apresentou requerimento cobrando explicações ao prefeito sobre o contrato feito entre a Prefeitura e o ICV, instituto que administra os prontos-socorros de Franca e que contratou o falso médico Pablo Mussolin. Ele foi preso em Mairinque no começo do mês. Radaeli, que é delegado de polícia, pediu a cópia do contrato com o ICV e quer saber por que o município não controla a contratação de médicos terceirizados que atuam na cidade. Imagino que a Polícia Civil vá entrar no caso.
Estamos de olho: Os vereadores, que se recusam a abrir uma comissão processante ou qualquer outro tipo de investigação contra o prefeito, estão se articulando para tentar aprovar um aumentinho de salário e, principalmente, ampliar o número de vagas na Câmara. A estratégia é alegar que serão obrigados a votar por conta de resolução dos diretórios municipais dos partidos. Como no ano que vem já tem eleição, eles precisam resolver a questão até o fim de setembro. Se vão ter coragem, é outra história.
Briga de compadres: O Conselho de Ética da Câmara iria se reunir, ontem, para começar a avaliar a troca de acusações feitas por Marco Garcia e Jépy Pereira. Mas, como o vereador Radaeli, membro do grupo, não pôde comparecer por conta de uma operação da Polícia Civil, o encontro foi remarcado para esta quinta-feira.
Padrinho forte: Jépy Pereira disse que Valéria Marson não é valorizada pelo PSDB como deveria e que, na próxima reunião do partido, irá pedir aos companheiros tucanos que tratem melhor a colega. Há poucos dias, o mesmo Jépy incentivou abertura de uma CEI contra Valéria para apurar irregularidades na aprovação do condomínio Franca Garden.
Tô dentro: O promotor de eventos Marcelo Tidy e um grupo de empresários de Franca estão preparando uma campanha para defender a redução do salário dos vereadores locais. A intenção é mobilizar a sociedade e lotar o plenário para que o projeto seja aprovado.
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
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