Presidente Dilma Rousseff tenta explicar metas e se confunde


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Dilma aproveitou a ocasião para opinar contra a redução da maioridade penal
Dilma aproveitou a ocasião para opinar contra a redução da maioridade penal

Na última terça-feira, a presidente Dilma Rousseff discursou no Palácio do Planalto e anunciou a criação de 15 mil vagas no Pronatec Aprendiz.

A medida equivale a 1,5% do prometido para este ano. A estimativa é criar 12 milhões de vagas até 2018. Dilma aproveitou a ocasião para opinar contra a redução da maioridade penal. Segundo ela, o Pronatec, voltado para jovens à partir dos 14 anos, tem como prioridade atender locais com maior nível de violência, nos quais estes adolescentes ficariam mais expostos ao crime. "Aonde não há Estado, parceria e organização empresarial, a tendência é que ações criminosas se desenvolvam mais e substituam as ações do Estado e da sociedade", explicou a presidente. "Temos que combater o uso de jovens pelo crime organizado [...] Não podemos aceitar que o crime organizado substitua o Estado e a sociedade", enfatizou Dilma.

O projeto reúne micro e pequenas empresas, além do governo federal, que cobrirá os gastos com a qualificação dos jovens que ingressarem nos cursos do Pronatec Aprendiz. A remuneração dos adolescentes participantes do projeto fica por conta das empresas. Cerca de R$ 60 milhões podem ser gastos pelo governo no Pronatec.

Uma recente redução nos gastos da Esplanada possibilitou que surgissem 1 milhão de vagas para o programa, já para este ano, mas a presidente anunciou apenas 15 mil delas. Com a diferença nos números, Dilma tentou se explicar, mas sua tentativa de esclarecer o motivo de não ter cumprido com a meta de 1 milhão de vagas culminou em um discurso bem confuso. "Não vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta mas, quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta", falou a presidente, sendo aplaudida em seguida.

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