A região Norte da cidade concentrou o maior número dos atendimentos realizados pelo Conselho Tutelar nos primeiros cinco meses deste ano. Entre janeiro e maio deste ano foram 794 atendimentos apenas naquela área. Os números fazem parte das estatísticas divulgadas pelo Conselho que adotou, pela primeira vez desde sua criação, um mapeamento separado por regiões.
No mesmo período foram registrados 463 atendimentos na região Central, 451 nas regiões Sul e Oeste, além de 357 na região Leste. No total, foram realizados pelos conselheiros mais de 2.500 atendimentos. Entre os mais comuns estão orientações sociais e psicológicas, casos de evasão escolar e negligência familiar.
De acordo com o presidente do Conselho Tutelar, Ilton Sérgio Ferreira, as estatísticas são importantes para auxiliar os conselheiros a analisar as causas das ocorrências e estudar formas de evitar que os problemas persistam. O relatório demonstra que atualmente 80% dos atendimentos estão relacionados a orientações sociais e psicológicas.
Segundo o presidente, a evasão escolar está entre os principais problemas enfrentados na cidade. Para reverter esse quadro é realizado há 18 meses o Ficai (Ficha de aluno Infrequente). O programa, que integra a escola, Ministério Público e o Conselho Tutelar, acompanha através de relatórios o que é feito para reverter o quadro de alunos com evasão escolar. “A culpa da evasão escolar é dos pais. Eles são os responsáveis por acompanhar a assiduidade dos seus filhos nas escolas, sendo que podem inclusive responder criminalmente por negligência quando a situação não é resolvida”, disse.
Atualmente Franca conta com 5 conselheiros. Em 2016, quando será criado o segundo Conselho Tutelar, serão 10.
Prevenção
De acordo com Ferreira, o principal objetivo da nova forma de mapeamento é identificar os pontos em que a situação é pior e propor ao Poder Público ações que contribuam para reverter a situação. “Por exemplo, a região norte é populosa e a maioria das famílias daquela área tem menor poder aquisitivo. Com a nova forma que adotamos para registrar os atendimentos conseguimos exemplificar as ocorrências mais comuns nessa área e quais devem ser as prioridades para reverter essa realidade. Se é necessário escolas de tempo integral, creches, etc”, disse. Agora os conselheiros estão acompanhando os números e traçando metas que devem ser cumpridas em 2016.
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