Davi Miguel Gama chegou ontem em Miami, onde foi internado no hospital Jackson Memorial. Agora ele aguardará um doador compatível para realizar a cirurgia, que deve envolver outros órgãos além do intestino, como o fígado. O bebê francano embarcou por volta das 5h30 de ontem em uma UTI aérea, saindo do Aeroporto Internacional de Guarulhos. A chegada a Miami estava prevista para as 16h05, horário de Brasília, mas Davi e a mãe aterrissaram às 20 horas nos Estados Unidos.
O avião realizou paradas em Manaus (AM) e em Curaçau, uma ilha no mar do Caribe. Davi não foi sedado para a viagem, dormiu parte do percurso, mas ficou atento e animado com o que acontecia dentro do avião. “Correu tudo bem no embarque. Durante as paradas, minha mulher me informou que estava tudo tranquilo. O Davi teve dois picos de febre durante a viagem. Um em Manaus e outro ao chegar em Miami. Mas está tudo bem”, disse o pai do menino, Jesimar Gama.
Pelo Facebook, a família agradeceu a todos que contribuíram para a causa, por meio de doações, orações e mensagens de apoio.
Na viagem, o menino de 1 ano e 4 meses foi acompanhado pela mãe e pelo médico que o atendia no Hospital Samaritano de São Paulo. Um médico e uma enfermeira da UTI aérea também estavam a bordo da aeronave.
O pai e o irmão de 16 anos de Davi ainda estão no Brasil e não definiram quando viajarão.
Davi Miguel nasceu com uma síndrome rara no intestino, que impede a absorção de alimentos. Internado desde o quinto dia de vida, a esperança de cura está em um transplante que não é realizado no Brasil. Davi seguiu internado em Franca, no Hospital Regional, até março deste ano, quando foi transferido para o Hospital Samaritano, em São Paulo.
Desde o diagnóstico, a família do bebê lutava na Justiça para que o Governo Federal bancasse o tratamento do menino no exterior. A União depositou parte do dinheiro para o tratamento, mas também foi exigido que a família usasse o que foi arrecadado na campanha em prol de Davi Miguel.
As iniciativas para ajudar o menino arrecadaram R$ 1,5 milhão. Desse valor, 70% será destinado ao tratamento e 30% ficará à disposição da família. As doações foram depositadas em juízo e devem ser liberadas após solicitação da família à Justiça.
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