Filipe, de 28 anos, morador de Itu, São Paulo, contratou um matador de aluguel para assassinar sua esposa. O homem contratado, entretanto, arrependeu-se e não executou o crime.
Conversas telefônicas entre Filipe e o taxista Borjão, revelaram como o crime foi planejado. O marido explica na conversa ao taxista que a bancária iria a uma academia e sairia do local por volta das 19h. Neste momento, ela seria sequestrada. Borjão e William Henrique de Andrade, o homem contratado para realizar o homicídio, fizeram o combinado e levaram a vítima a uma mata na região de Indaiatuba, no dia 25 de julho.
Em entrevista ao Cidade Alerta, a bancária contou que chorava e pedia aos bandidos que não a matassem. Ela revelou que insistiu muito e acabou convencendo William a libertá-la. O suspeito pediu a comparsas que fossem até um supermercado e comprassem molho de tomate. Com o produto, William sujou o rosto da vítima com o molho e pediu que ela deitasse no chão e fechasse os olhos. Com o celular da bancária, o homem tirou três fotos e as enviou ao marido, afirmando que a vítima estava morta. Em seguida, ela foi libertada.
A mulher denunciou o marido e os comparsas, que chegaram a ser presos, mas foram liberados por um juiz que entendeu que não houve tentativa de assassinato, apenas a simulação de um homicídio. A vítima e Filipe tinham um relacionamento há seis anos. A mulher não tem dúvidas de que o marido almejava o dinheiro do seguro de vida. Com a morte da bancária, ele e o filho do casal receberiam meio milhão de reais. A casa do casal, que está no nome da vítima, é financiada e seria quitada em caso de morte da titular.
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