Francana conquista 2º lugar no Mundial de Jiu-Jitsu e espera apoio


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Karoline Caramori treina com André Jackão ontem à tarde em Franca
Karoline Caramori treina com André Jackão ontem à tarde em Franca
No começo, o jiu-jitsu era tratado como um hobby na vida de Karoline Caramori. Mas, com o passar do tempo, o fascínio pelo esporte o transformou em coisa séria. Toda dedicação e empenho característicos da atleta francana foram comprovados no último final de semana, em São Paulo. Com apenas 14 anos, Karoline surpreendeu no Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu ao conquistar o vice-campeonato. O torneio tem a chancela da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo. 
 
O título escapou por detalhes. Na decisão, a francana conseguiu igualar a pontuação do combate diante de uma competidora de Taubaté. Porém, a oponente levou a melhor por ter uma vantagem a seu favor durante a luta. “Foi meu primeiro campeonato desse tamanho e chegar em segundo foi uma grande conquista para mim”, afirma. Infanto-juvenil ‘B’ Colorida, Karoline Caramori competiu na categoria pesadíssima, ou seja, para atletas acima de 65 kg.
 
Aluna do mestre André Jackão, Karoline não deixa de relembrar seu primeiro professor (Fabiano Evangelista) durante as aulas do Projeto Criança no Esporte, no bairro City Petrópolis. “Foi lá onde me iniciei no esporte e passei a gostar do jiu-jitsu. Só tenho a agradecer a todos”, destaca.
 
Para chegar até o Mundial, a rotina da francana é pesada. Karoline treina duas vezes por dia, de segunda à sexta-feira. No tatame, na maioria das vezes, ela busca treinar contra praticantes do sexo masculino para se aperfeiçoar em algumas técnicas. Segundo Caramori, a situação tem contribuído na hora de enfrentar uma adversária pesada e mais forte. “Quando se enfrenta uma adversária mais forte não tem o que fazer, é encarar. Por isso, esses treinos contra homens são importantes e têm me ajudado nas competições”, aponta. 
 
O vice-campeonato traz ânimo à jovem lutadora, que espera alçar novos voos dentro do esporte. A atleta sonha disputar outros torneios estaduais e até pan-americanos. Para isso, a família Caramori espera superar outro oponente, desta vez, fora dos tatames: a falta de patrocínio. Para competir no Mundial de Jiu-Jitsu, em São Paulo, a atleta realizou rifas para custear gastos com inscrição, alimentação, hospedagem. “É uma menina dedicada, com talento e um futuro promissor. Porém, o esporte esbarra nesta questão de falta de apoio. Esperamos conseguir ajudá-la”, enfatizou o professor e técnico de jiu-jitsu, mestre André Jackão. 

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