Franca registra mais de 110 atropelamentos em seis meses


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Ciclista bateu frontalmente em um Fiat Siena ao descer rua na contramão em maio deste ano
Ciclista bateu frontalmente em um Fiat Siena ao descer rua na contramão em maio deste ano
Que o trânsito de Franca é motivo de preocupação para autoridades, profissionais de atendimento e saúde e principalmente para pedestres e motoristas, não há dúvidas. E os números de atropelamentos registrados na cidade expõem - e reforçam - os riscos do trânsito. De janeiro a junho de 2015, foram 112 vítimas, segundo estatísticas do Corpo de Bombeiros. Dessas, seis foram fatais. O número é maior que o registrado no ano passado, quando, no primeiro semestre, 86 pessoas foram atropeladas. 
 
De acordo com o Primeiro Tenente da Unidade do Corpo de Bombeiros de Franca, Marcel Filippin, a falta de respeito com a sinalização e a alta velocidade dos veículos são as principais responsáveis pelas ocorrências. “A população e a cidade cresceram, o que, consequentemente, traz um aumento nos acidentes. Só que as pessoas não acompanharam esse crescimento para que ocorrências no trânsito não aconteçam com tanta frequência. Por isso os índices altos de atropelamento”, disse.
 
No dia 13 de maio, um ciclista de 31 anos, que estava bêbado e na contramão, provocou um acidente na alça de acesso da rodovia Cândido Portinari ao Jardim Guanabara. Após beber pinga em um bar do bairro, ele pegou emprestada a bicicleta de um conhecido e, na via, bateu frontalmente com um Fiat Siena. Com o impacto, caiu e precisou de atendimento. Por sorte, os ferimentos não foram graves. O jardineiro foi medicado no Pronto-Socorro “Álvaro Azzuz” antes de ser liberado.
 
Entre as estratégias adotadas pelos Bombeiros para tentar conscientizar pedestres e motoristas e atender os 330 mil habitantes de Franca, estão a análise das estatísticas, que permite apontar o que pode ser aprimorado e o que se pode ser mantido nos trabalhos de prevenção e atendimento, e uma campanha constante em prol da mobilidade urbana. Ou seja: um incentivo para motoristas adotarem meios alternativos e não individualizados (cada um em seu carro ou moto) de condução, como bicicletas e caronas, por exemplo.
 
Com 70 bombeiros para atender ocorrências não apenas no trânsito, mas também incêndios, salvamento e buscas, a unidade de Franca tem feito trabalhos constantes de treinamento, vistoria e orientação. Mas a colaboração de condutores e pedestres também é essencial. “Nosso atendimento às ocorrências está mais rápido com as motos (resgate), pois chegamos antes ao local e podemos prestar primeiros socorros para as vítimas de trânsito. Mas precisamos que haja colaboração de quem transita por Franca para diminuirmos os números de atropelamentos e outros acidentes”, afirmou Marcel Filippin.
 
Outras estatísticas
Nas estatísticas registradas nos primeiros semestres de 2014 e 2015, diferentemente dos casos de atropelamentos, os números de resgates promovidos pelo Corpo de Bombeiros registraram uma queda. Se no ano passado, até junho, as Unidades de Resgate atenderam 1.651 chamados, entre janeiro e junho deste ano, o resgate foi acionado 1.308 vezes.
 
Com cinco caminhões para incêndios, uma caminhonete para incidentes ambientais, duas motos para prestar os primeiros socorros a vítimas de acidentes e duas viaturas de resgate, o Corpo de Bombeiros têm feito treinamentos, adotado novas formas de prevenção e parcerias para os atendimentos que realiza. Segundo Filippin, as medidas têm surtido efeito e dado mais segurança para Franca.
 
 

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