Ladainha de Lula não convence mais


| Tempo de leitura: 2 min
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, presidente de honra do PT, já disse que não gosta de ler jornais, revistas ou livros. Na TV, garante, só gosta de “ver coisas boas”. Deve ser por causa desta ignorância que ele procura ignorar a crise econômica do Brasil que, segundo economistas, deve perdurar por pelo menos dois anos. As pesquisas mostram que sua pupila, Dilma Rousseff (PT), registra os mais baixos índices de aprovação das últimas décadas e isso se deve à instabilidade que sua equipe econômica criou e à corrupção que coloca o partido no centro da Operação Lava Jato.
 
Agora que as investigações chegam perigosamente perto ao núcleo do poder -- e às portas dos negócios particulares do ex-presidente e de seus familiares --, Lula resolveu reagir e, para uma plateia simpática (durante a posse do Sindicato dos Bancários do ABC, em Santo André, na sexta-feira) mais uma vez usou de analogias exageradas, exercitando o velho discurso do “eles contra nós”. Ele disse que a esquerda brasileira está sendo perseguida como os judeus foram perseguidos pelos nazistas e os cristãos pelos romanos, e criticou setores do País que, segundo ele, não aceitaram a vitória nas urnas de Dilma Rousseff.
 
O discurso repete todos aqueles que não apenas Lula mas também os nomes de proa do PT têm feito desde quando se descobriu o esquema armado para desviar dinheiro da Petrobras para os “partidos amigos”. Acontece que Dilma não sofre perseguição por ter sido reeleita, mas sim por causa do que se chama de estelionato eleitoral: ela passou toda a campanha apresentando números positivos do País que, vimos depois, não condiziam com a realidade. Além disso, dizia que os adversários iriam tomar medidas que poderiam mergulhar o Brasil numa recessão, algo que ela fez assim que teve confirmada a vitória.
 
O ex-presidente lembrou ainda de realizações de seus governos, como o ingresso de milhares de estudantes no ensino superior e a ascensão econômica de milhões de pessoas. Só que omitiu os cortes no orçamento que estão justamente reduzindo estes benefícios sociais, cobrando do brasileiro uma conta muito alta do descontrole da economia nos últimos anos. Ninguém está negando estes feitos, mas hoje o brasileiro está descontente com o desemprego que já reduziu mais de 1,5 milhão de vagas nos últimos doze meses e com a inflação que converge perigosamente para os dois dígitos. O ex-presidente Lula precisa se informar mais para parar de falar besteiras e reconhecer que se Dilma está nesta situação, a culpa é exclusiva dela, que pavimentou o caminho do Brasil rumo à recessão sem ter qualquer oposição.
 
email opiniao@comerciodafranca.com.br
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários