A Polícia Civil concluiu ontem a primeira fase do inquérito da Operação Placebo, que investiga a atuação de falsos médicos em Alumínio, Mairinque e São Roque (SP). A investigação, que flagrou até agora quatro falsários exercendo ilegalmente a medicina, culminou na prisão de Pablo Mussolin, que por quatro meses atendeu no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”, utilizando irregularmente o CRM de Pablo Galvão.
Segundo a delegada Fernanda Ueda, que juntamente com a delegada Simona Ricci, é responsável pela investigação em Mairinque, agora começa a 2ª fase do inquérito, quando serão investigadas as empresas ICV (Instituto Ciências da Vida), que é responsável por administrar os PSs de Franca, e a Innova.
A delegada disse que também serão investigados outros profissionais, que podem estar atuando ilegalmente, além de municípios em que os já flagrados atuaram. “Pablo, assim como a outra falsa médica flagrada, continuam presos por tempo indeterminado. E outros dois, que tiveram a prisão preventiva decretada, estão foragidos”, disse.
A participação dos médicos que tinham o CRM utilizado pelos falsários na fraude está descartada. Apenas Cibele Lemos e Silva, que atua na região de Franca, ainda não se apresentou para prestar depoimento. De acordo com a delegada, a oitiva da médica poderá ser realizada em Franca, se ela não comparecer para prestar depoimento.
As 60 declarações de óbitos assinadas pelos quatro médicos já flagrados no esquema também continuarão sendo investigadas.
A Prefeitura de Franca, de acordo com a delegada, ainda não entrou em contato com a Polícia Civil de Mairinque para fornecer as informações sobre os atendimentos realizados pelo falso médico na cidade.
O caso
Mussolin foi preso semana passada por utilizar o CRM de Pablo Galvão. O falso médico, que afirma ter se formado na Bolívia, era responsável pelas escalas dos médicos e considerado o “braço direito” da OS que administra os PSs francanos.
Pablo Galvão (nome usado por Mussolin) já havia sido alvo de investigação do Cremesp em Franca, por alegar ter trabalhado 31 dias seguidos, 24 horas por dia. Outra sindicância, sobre mau atendimento, também estava em andamento antes da prisão do falsário.
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