Só pode ser brincadeira!


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O brasileiro acompanha, nos últimos meses, uma completa deterioração de todos os índices econômicos do País. Além do aumento do desemprego -- nas capitais pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mais de meio milhão perderam o emprego nos últimos doze meses, engrossando ainda mais o índice —, a arrecadação começa a sofrer seguidas baixas, com a retração da atividade econômica em todos os níveis. Os Estados mais populosos do País, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, já foram assolados com severos reajustes em tarifas públicas, como energia elétrica, além dos brasileiros terem alguns direitos trabalhistas sonegados diante do ajuste fiscal que busca colocar as contas do governo em dia.
 
Agora, a equipe da presidente Dilma Rousseff (PT) acredita que encontrou uma saída para estancar a queda da popularidade da chefe da Nação e reverter o quadro dos últimos tempos. Hoje, Dilma consegue índice de aprovação inferior aos 8% e isso decorre não apenas da crise que afeta todos os brasileiros, mas também das revelações da Operação Lava Jato, que descobriu um esquema de corrupção que desviou centenas de milhões de dólares da Petrobras. 
 
Nos últimos tempos, a presidente andou de bicicleta, saudou a mandioca e inventou a “mulher sapiens”. Nada disso, porém, deu resultado nem serviu para tirar sua popularidade do precipício. Agora, em mais uma tentativa de enfrentar a crise política, a presidente vai tentar mudar a estratégia de comunicação, investir em conversas pela internet e “humanizar” sua imagem.
 
Além de aparecer mais em programas de TV, Dilma prepara uma ofensiva virtual: a intenção é torná-la popular — como quando até preparou uma omelete em programa matutino. Isto, segundo seus marqueteiros, será capaz de reverter a queda na popularidade. O que o Planalto parece não entender é que a presidente precisa dar uma resposta efetiva para quem perdeu o emprego, vê seu orçamento apertar e só vê saída no mercado informal. O Brasil está às portas da recessão e o brasileiro sente isso no bolso.
 
Mais recente tentativa do governo, o programa de estímulo ao emprego não está agradando aos sindicatos de trabalhadores que, em última análise, terão que concordar com a redução da jornada e dos salários. Como o governo promete tempos mais bicudos pela frente, não será esta nova estratégia que vai tirar o Brasil do buraco. “Popularizar” a presidente contra a crise só pode ser brincadeira. A continuar assim, ficaremos mais “lascados” ainda.
 
 
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