O Ministério Público de Franca instaurou inquérito para investigar o ICV (Instituto Ciência e Vida) e o falso médico que atuou por quatro meses no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”, em casos de média e alta complexidade. A investigação foi confirmada pelo assistente do promotor de Justiça Carlos Henrique Gasparotto, que atualmente responde pela área da Saúde em Franca.
Pablo do Nascimento Mussolin, que usava irregularmente o CRM de Pablo Galvão, era considerado o “braço direito” da Organização de Saúde que administra os PSs francanos desde o ano passado. Preso na semana passada por exercer ilegalmente a medicina, o falsário, junto com outras três pessoas, é responsável por assinar 60 declarações de óbitos apenas na cidade de São Roque (SP).
Outro inquérito sobre irregularidades na OS está em andamento. Nesse, são investigados os plantões humanamente impossíveis informados por médicos do ICV. Pablo Mussolin é um deles e, usando o nome e registro de Pablo Galvão, chegou a receber R$ 81 mil da Prefeitura. Ele teria trabalhado 31 dias, 24 horas por dia, em agosto do ano passado. Esse caso é investigado em atuação conjunta entre a Promotoria de Saúde e a de Patrimônio Público.
A Polícia Civil de Mairinque (SP), que realiza a investigação dos falsos médicos, informou que o inquérito deve ser concluído na tarde de hoje.
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