Gerente diz que foi agredido por segurança e processa shopping


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O advogado Tiago Carrera mostra notícia publicada sobre o registro da denúncia do gerente do posto de combustível
O advogado Tiago Carrera mostra notícia publicada sobre o registro da denúncia do gerente do posto de combustível
O gerente de posto de combustíveis Douglas Castro move contra o Franca Shopping uma ação judicial por danos morais. De acordo com um Termo Circunstanciado registrado no Plantão Policial, ele, um amigo e uma professora teriam sido agredidos por um segurança do estabelecimento após um desentendimento originado na exigência de documento para entrar no shopping, no feriado do dia 1º de maio. A confusão ocorreu na época em que ainda vigorava a liminar que impedia menores de 18 anos de frequentarem o estabelecimento sem a companhia de um responsável.
 
“Tenho 32 anos, meu amigo, 31. Todos os outros adultos entravam sem problemas no shopping, mas o segurança resolveu pedir para mim o documento. Disse para ele que estava de carona e sem minha carteira e ele respondeu que clientes como a gente, o shopping estava dispensando”, afirmou Castro. “Me senti irritado, constrangido. As pessoas em voltam ficavam olhando.”
 
Ainda de acordo com o gerente, ele e o amigo decidiram entrar por uma outra porta, o que deu certo. Após jantarem, resolveram sair pela passagem em que foram barrados. “Me senti destratado e quis tirar uma foto do segurança para mostrar à administração do shopping na segunda-feira. Nesse momento, ele me viu e tirou o celular da minha mão me dando tapas e chutes.” 
 
Uma professora teria presenciado a cena e tomado partido em favor do gerente e seu amigo. Ela teria sido, então, agredida com um tapa nas costas e ofendida. “Saímos correndo e fomos ao Plantão (Policial) onde, por coincidência, encontramos a professora, que também foi denunciar.” 
 
De acordo com o advogado Tiago Carrera, responsável pelo processo, a ação não prevê indenização por danos físicos, porque a agressão não teria deixado marcas. “Eles foram agredidos física e moralmente, mas as agressões físicas não deixaram vestígios a serem percebidos no exame de corpo de delito, apesar de terem sido presenciadas por testemunhas”, disse Carreira. A indenização por danos morais pedida é de R$ 15.760.
 
O outro lado
O Franca Shopping informou que o “Departamento Jurídico do empreendimento já foi acionado e está em processo de apuração e avaliação do caso.” 
 
Segundo o Termo Circunstanciado, o segurança afirmou que foi chamado de “folgado” pela professora e que apenas realizava seu trabalho de fiscalização ao exigir os documentos de Castro.
 
 

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