Uma nova determinação, que passa a valer nesta quinta-feira, dia 23, define que qualquer pessoa que possa ter entrado em contato com o vírus HIV tenha acesso ao tratamento contra a AIDS, sem a necessidade de um médico especialista para prescrever o remédio.
Incluem-se nesse grupo de risco os profissionais da saúde, que por ventura tiveram acesso ao sangue de pessoa contaminada, ou ainda quem tenha mantido relações sexuais sem proteção.
O tratamento, que dura 28 dias, deve ser iniciado em até 72 horas depois da exposição ao vírus, mas o ideal é que aconteça nas primeiras duas horas posteriores ao risco. De acordo com Fábio Mesquita, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, "antes da mudança, havia o entendimento incorreto de que um serviço especializado poderia atender apenas a um grupo determinado". Ele explica que nem todas as pessoas tinham acesso ao tratamento, em casos de relação sexual sem preservativo, por exemplo, havia uma recusa dos médicos em fornecer o remédio.
O tratamento era disponibilizado somente para profissionais da saúde, na década de 1990. Em 1998, foi estendido a vítimas de violência sexual e em 2011 começaram os atendimentos a pessoas que tiveram relações sexuais desprotegidas.
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