Após pressão, Saúde estuda remarcar consultas de falsário


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A secretária de Saúde, Rosane Moscardini, lavou as mãos sobre o pagamento de R$ 81 mil ao falsário
A secretária de Saúde, Rosane Moscardini, lavou as mãos sobre o pagamento de R$ 81 mil ao falsário
Depois de dias em silêncio e respostas vagas, a Prefeitura finalmente se pronunciou sobre o caso do falso médico que atuou no Pronto-socorro Municipal “Álvaro Azzuz” no ano passado. Mas, novamente com respostas moldadas, deixou em aberto a maioria das dúvidas dos pacientes que foram atendidos pelo falsário. Certo, apenas, é que todos que passaram pelas mãos de Pablo Mussolin, que dizia ser Pablo Galvão, serão convocados para novas consultas.
 
O caso do falso médico veio à tona na semana passada, após a prisão do falsário, que atendia casos de média e alta complexidade no PS Municipal, usando ilegalmente o registro de um médico do Rio Grande do Norte. Inicialmente, a informação era que ele teria atuado por seis meses na cidade. Porém, de acordo com a secretária de Saúde, Rosane Moscardini, Mussolin ficou de julho a novembro em Franca.
 
Ontem, Rosane finalmente respondeu a alguns questionamentos do Comércio. Disse que todos os pacientes atendidos pelo falsário - assim como ocorre desde a semana passada em Alumínio, Mairinque e São Roque (SP), onde ele também atendeu - deverão ser convocados para novas consultas e exames. Mas, não informou quando nem como esse processo acontecerá.
 
Segundo Rosane, a Prefeitura notificou o ICV (instituto contratado para administrar o PS) e teria aberto processo administrativo para apuração dos fatos. Ainda de acordo com ela, o ICV está revisando todo o cadastro dos médicos para verificação do registro no Cremesp. 
 
A secretária disse ainda que Mussolin apresentou todos os documentos necessários para a contratação. Na época, quando a empresa foi consultar o CRM, não era obrigatória a foto do profissional. Por enquanto, não existe informação de erro cometido pelo falsário em Franca.
 
Supersalário
Rosane simplesmente lavou as mãos sobre os R$ 81 mil pagos ao falso médico, depois que ele afirmou ter trabalhado 31 dias seguidos, 24 horas por dia. Disse que a responsabilidade pelos pagamentos e controle da jornada dos profissionais - apesar de tratar-se de dinheiro público - é do ICV e não da Prefeitura. “A fiscalização do ICV é realizada através das fichas de atendimentos realizados, escalas médicas e controle interno da chefia do PS.”
 
Em relação à sindicância aberta pelo Cremesp, no ano passado, que apontou justamente a existência de supersalários e jornadas humanamente impossíveis de serem cumpridas, a secretária disse que a auditoria foi encaminhada para o Ministério Publico, que posteriormente encaminhou à Secretaria de Saúde pedidos de informações. Estes teriam sido realizados e repassados ao MP.
 
No início da noite de ontem, após receber o posicionamento final da secretária, a reportagem tentou contato com a Promotoria de Saúde, mas o expediente já havia sido encerrado.
 

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