Grande parte dos vereadores da Câmara de Franca (aqueles dez que dizem amém a tudo o que emana do Paço Municipal) ainda não deu qualquer demonstração de que está honrando os votos que recebeu no pleito de 2012. A maioria deles, que só faz número no plenário do Legislativo, consegue a cada sessão ampliar a insatisfação nos eleitores francanos, com suas atitudes bizarras, egoístas e destituídas de qualquer preocupação social. Vacas de presépio que só dizem sim às ordens que emanam do Executivo, não se envergonham de assinar embaixo de qualquer ato, até dos ilícitos, desde que preservem seus caminhõezinhos de terra e garantam suas homenagens a gregos e troianos. Tudo pequeno, medíocre, liliputiano.
As picuinhas entre alguns dos integrantes do Legislativo tomam conta das discussões no plenário, enquanto a cidade espera respostas de quem recebeu um mandato (e um polpudo salário!) para resolver problemas recorrentes na Saúde Pública do município, onde já foram registradas pelo menos 10 mortes relacionadas ao atendimento prestado nas unidades sob a responsabilidade da Prefeitura. O desvio de cerca de meio milhão de reais da construção de creches e os supersalários pagos a médicos (inclusive para um que utilizava registro profissional fraudado) passaram batidos, sem que houvesse qualquer posicionamento dos vereadores.
Agora, o presidente da Câmara, Marco Garcia (PPS), acusa seu antecessor, o vereador Jépy Pereira (PSDB), de forjar denúncias contra a sua administração para o Ministério Público do Estado. Os ataques entre os próprios legisladores são uma demonstração de que não há, entre eles, interesse em apresentar propostas capazes de dar uma resposta ao cidadão francano. São políticos narcisistas e incapazes de olhar para a comunidade que deveriam representar. Quem trabalha e paga seus impostos espera bem mais dos seus representantes. Resguardadas as exceções que confirmam a regra, os componentes da atual Câmara afrontam o cidadão francano com suas indignidades.
Além de contar os dias que faltam para o fim do mandato do prefeito, os eleitores com certeza esperam para dar uma resposta ao imobilismo e desinteresse daqueles que foram eleitos para legislar e fiscalizar os atos do Executivo, mas que se tornaram cúmplices de todas as irregularidades. Os integrantes da base do prefeito preferem olhar para o outro lado, evitando investigar e apurar as denúncias que envolvem Alexandre Ferreira, talvez por saberem que, se fossem tratadas com decência, levariam à cassação de seu mandato. Uns se desviam do assunto. Outros negam a realidade. E há aqueles que se escondem no mais abjeto dos silêncios. Vergonha. Vergonha. Vergonha. É o que mais falta. E em homens que perderam a vergonha, nenhuma virtude sobrevive.
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