Aliados devem travar comissão processante contra Alexandre


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Márcio do Flórida (PT) diz que as denúncias do Ministério Público contra o prefeito são ‘gravíssimas’
Márcio do Flórida (PT) diz que as denúncias do Ministério Público contra o prefeito são ‘gravíssimas’
As acusações feitas pelo Ministério Público do Estado contra o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), o secretário municipal de Meio Ambiente, Ismar Tavares, e mais quatro pessoas de tramarem para conseguir uma licença ambiental ilegal, que beneficia os curtumes da cidade, repercutiram ontem na Câmara Municipal. Os três vereadores do grupo de oposição, Valéria Marson (PSDB), Márcio do Flórida (PT) e Daniel Radaeli (PMDB), estudam a possibilidade de apresentarem um requerimento pedindo a abertura de uma Comissão Processante (investigação com poder de cassar o mandato do prefeito) contra Alexandre. Mas a base aliada deve travar a instalação da Comissão.
 
Ontem, o grupo teve acesso aos documentos que compõem as mais de 400 páginas da investigação feita pelo promotor de Justiça Paulo César Corrêa Borges. “As acusações são gravíssimas. Nós, na condição de fiscalizadores do poder público municipal, temos que apurar. Vamos analisar toda a documentação e, se concluirmos que há irregularidades, vamos pedir a abertura da comissão processante”, disse Márcio do Flórida. 
 
Para a comissão ser aberta, o requerimento precisa contar com pelo menos 10 votos, o que a julgar pelo posicionamento dos vereadores da base aliada não irá prosperar. A maioria é contra a abertura do processo de cassação. 
 
O prefeito Alexandre Ferreira tratou do assunto, na segunda-feira pela manhã, durante uma reunião com sua base na Câmara. Segundo pessoas que participaram do encontro, Alexandre voltou a afirmar que não cometeu nenhuma irregularidade e teria insinuado que foi induzido a erro pelo ex-gerente distrital da Cetesb em Franca, Francisco Setti. O prefeito também voltou a dizer que já revogou a licença ilegal em nome da Prefeitura. Para os vereadores, foi o suficiente para enterrar qualquer iniciativa de levar as investigações adiante. 
 
Mesmo sem terem tido acesso aos documentos apresentados pelo Ministério Público, Laercinho (PP), Luiz Vergara (PSB), Donizete da Farmácia (PSDB), Luiz Cordeiro (PSB) e Jépy Pereira (PSDB) disseram não ver motivos para abrir uma comissão processante. 
 
Já Pastor Otávio (PTB), Zezinho Cabeleireiro (PPS), Marco Garcia (PPS) e Nirley de Souza (DEM) disseram que é preciso primeiro analisar os documentos antes de se posicionarem a respeito. Valéria Marson (PSDB), Daniel Radaeli (PMDB) e Márcio do Flórida (PT) consideraram as denúncias “gravíssimas” e se mostraram favoráveis à comissão. 
 
Josivaldo Bahia (PTB) e Claudinei da Rocha (PP) não foram ouvidos.

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