Superendividamento é questão bastante debatida, inclusive pelos órgãos de defesa do consumidor. Comissão de juristas criada pelo Senado para aperfeiçoar o Código de Defesa do Consumidor pacificou: superendividamento e comércio eletrônico têm que ter regras próprias. Enquanto as alterações não ocorrem, informação é tudo. O portal de notícias Exame divulgou dicas para controlar gastos e não permitir que você se atole em dívidas. Eís aí:
(1) Coloque contas em débito automático. É fácil atrasar pagamentos e sofrer com multas: coloque em débito automático compromissos financeiros programados, a exemplo de contas de celular, água e luz.
(2) Automatize aplicações financeiras. Valores depositados na conta bancária podem ser transferidos automaticamente para aplicações financeiras, como a caderneta de poupança .É solução para quem não tem disciplina para poupar, já que o investimento pode ser feito logo que o salário cai. Caso o valor não possa ser investido durante determinado período, basta cancelar o serviço a qualquer momento.
(3) Reduza o número de contas correntes e cartões de crédito. Ter diversas contas em diferentes instituições financeiras aumenta o risco de descontrole financeiro e multiplica cobrança de tarifas por serviços e transações realizadas. Taxas cobradas pelos bancos por saques, transferências e outros serviços podem fazer diferença expressiva no orçamento.
(4) Não espalhe seus investimentos em diversas instituições. Ainda que a diversificar investimentos seja importante, pode dificultar seu controle financeiro. Ao concentrar investimentos em poucas instituições financeiras você acompanhará mais facilmente o andamento dos investimentos e acessar produtos mais interessantes, oferecidos apenas a clientes que investem volume maior de recursos.
Continuo: (5) Faça um orçamento. Com pagamentos programados de forma automática, é necessário criar um orçamento financeiro para monitorar despesas e rendimentos. Pode ser em um caderno de anotações, uma planilha eletrônica ou um aplicativo no celular. Quem é menos disciplinado para anotar todos os gastos e acha complicado acompanhar as despesas pelo internet banking tem à disposição aplicativos que atualizam automaticamente suas movimentações ao se conectarem à sua conta corrente.
(6) Crie lembretes para revisar tarifas bancárias e aplicações. Especialistas aconselham revisar periodicamente o valor de tarifas e juros cobrados em financiamentos e também o rendimento de aplicações financeiras. Assim, é possível verificar se vale a pena mudar de banco ou migrar o dinheiro aplicado para investimentos mais rentáveis. O mais recomendado é realizar essas revisões a cada seis meses. Uma solução simples é agendar lembretes no calendário do celular e já programá-los para que sejam repetidos a cada seis meses.
(7) Coloque as soluções em prática de forma gradual. Caso seja difícil encontrar tempo para seguir todas soluções indicadas de uma só vez, determine prazo para levar o projeto a cabo e divida a realização de cada tarefa ao longo desse tempo. A inconveniência será temporária. Posteriormente, será possível economizar tempo para gerenciar as finanças.
Seguindo essas dicas o consumidor terá controle melhor sobre gastos e gerenciará suas aplicações. Superendividamento é realidade que pode causar problemas incontornáveis. Previna-se!
CARTÃO NÃO SOLICITADO: Você já recebeu cartão de crédito sem pedir? Se sim, você tem que conhecer a Súmula 532. Trata-se de nova regra aprovada pela Corte Especial do STJ (Superior Tribunal de Justiça ) para estabelecer que ‘constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia e expressa solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação de multa administrativa’. Fique atento!
Denílson Carvalho
advogado, ex-coordenador do Procon/Franca - advogado@denilson.adv.br
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.