Seguindo tendência estadual, os agentes penitenciários que atuam no CDP de Franca, deflagraram greve ontem. Previsto para ter início às 10 horas, meia hora antes a manifestação ainda era tímida. Apenas seis deles estavam em frente ao portão de entrada da unidade instalada no City Petrópolis. Um cartaz fixado no portão e um panfleto colado em um poste ao lado da portaria, eram os indicativos de que o movimento grevista estava em operação em Franca.
“A nossa principal reivindicação é o cumprimento do acordo na greve passada. Não haveria a realização de PDAs (Procedimentos Administrativos Disciplinares) e até receberíamos um bônus. Tivemos a notícia de que este ano 32 agentes penitenciários, seis de Franca, respondem a processos administrativos. A categoria se revoltou contra esta questão, pedimos o cancelamento destes PADs, porque no ano passado já reivindicamos nossos direitos e eles não foram cumpridos. Queremos também a reposição inflacionária deste ano, mas sabemos que o País vive uma crise e que, talvez, este pedido não possa ser atendido”, disse à reportagem o agente penitenciário Élder Miranda, ao Comércio da Franca.
“Estamos em total insegurança. As unidades prisionais estão superlotadas, faltam funcionários, há insegurança dentro delas e aqui fora estamos sendo caçados pelo crime organizado. Na semana passada, morreu um colega de trabalho em Campinas. Foi o oitavo este ano. A classe está esquecida e a gente pede que o Governo responda estas questões”.
A greve já prejudica familiares de presos da região. Ontem, quando um rapaz de 23 anos chegou ao CDP para visitar um irmão. Não conseguiu. “Viajei 100 quilômetros para falar com ele, não sabia da greve”, reagiu o jovem.
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