As Cavalhadas são um teatro campestre realizado uma vez por ano, desde 1831, em Franca. Sobre cavalos, dois grupos rivais encenam uma luta que aconteceu de verdade durante o império de Carlos Magno, no século VII d.C, em Portugal. Naquela época, os mouros (árabes que tinham por religião o islamismo) e os cristãos (europeus que tinham por religião o cristianismo) começaram a brigar porque cada um tinha uma crença diferente e queriam as mesmas terras. Nos próximos dias 1 e 2 de agosto, o grupo Cavalhadas de Franca estará no Parque Fernando Costa para recontar essa história que tem muita aventura. A entrada é gratuita e os portões estarão abertos a partir das 18h no sábado e 13h30 no domingo.
No teatro que acontecerá a céu aberto, cristãos se vestirão de azul e mouros de vermelho. Em campo, a linda princesa moura Floripes será raptada de seu castelo e se converterá ao cristianismo. Depois disso, ela irá convencer seu pai a crer na nova fé e a guerra terminará com a vitória dos cristãos. O episódio narrado chamou-se Guerra da Reconquista.
“Temos registrado nos anais da Câmara Municipal o acontecimento dessa festa em Franca há 183 anos!”, disse o presidente do Clube das Cavalhadas, Fernando Palermo. “Começou como um evento ligado à Festa do Divino, mas se tornou independente, sendo hoje parte do calendário oficial de eventos do Município e patrimônio histórico da nossa Região”, afirmou Fernando. Ainda de acordo com ele, cerca de 6 mil pessoas deverão passar pelo Parque Fernando Costa nesses dois dias de Cavalhadas.
A corrida às argolinhas
A corrida às argolinhas é uma parte das Cavalhadas de que as crianças costumam gostar muito. E em que consiste esta corrida? O cavaleiro, em disparada, deve enfiar a lança no anel de ferro e recolher de lá a argolinha. Todos os aspectos que envolvem a retirada da argolinha são observados pelo público para que o mérito e a vitória do cavaleiro sejam aclamados. Tudo é analisado: movimentos da lança, firmeza ao apontá-la para a argolinha, postura ao realizar a carreira e em alcançar o troféu cobiçado.
Em algumas regiões de nosso país onde acontece a festa, após a retirada da argolinha, o cavaleiro deve mantê-la na lança até o recebimento dos prêmios que podem ser fitas, xales, bandeirinhas etc, oferecidos por amigos, admiradores, parentes. O primeiro prêmio amarrado à lança é destinado ao padroeiro em cuja honra se celebra a festa; os outros, o cavaleiro deve ofertá-los para pessoas de sua amizade ou simpatia.
Findo o recebimento dos prêmios, o cavaleiro deixa cair a argolinha. Um escudeiro a apanha e a conduz novamente à garra para a próxima corrida (seis ao todo). Na última carreira à argolinha, para se ter direito ao prêmio, é necessário apenas bater na garra, não há a obrigação de enfiar a argolinha na lança.
Terminadas as seis carreiras o partido que tiver o maior número de lanças vencerá. Este quantitativo será definido e confirmado por bandeiras colocadas em dois mastros fixados nos dois lados da pista.
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