‘Ele, porém, querendo justificar a si mesmo, disse a Jesus:
‘e quem é meu próximo’’
Lucas 10.29
A parábola do bom samaritano foi dada para ilustrar o principal mandamento da lei: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’. Nesta importante parábola aprendemos com Jesus o princípio da ética humanitária. A bem da verdade, nosso próximo não significa meramente a pessoa que mora por perto ou alguém que é nosso conhecido, mas qualquer um com quem entremos em contato. A este respeito, é preciso saber que não basta falar que somos de Cristo. É necessário viver e agir como Cristo. Nossa pregação deve ser a nossa vida, e acima de tudo deve tornar-se a imagem de Cristo.
Ninguém deve colocar limitações no amor ao próximo, antes, pelo contrário, a pessoa deve querer fazer o bem ao próximo na mesma proporção que gosta de fazer o bem a si mesmo. É verdade que existem pessoas que sabendo disto, acabam explorando a boa fé de pessoas de bem e assim se utilizam de qualquer expediente, para tirar proveito a todo custo de seus semelhantes. Mas isto não pode servir de desculpa para justificar nossa falta de amor e disposição em ajudar nosso próximo. Não podemos medir nossos semelhantes com a mesma régua, e virarmos as costas para aqueles que de fato estão precisando ser ajudados. Deus sempre dará discernimento para identificarmos pessoas que são exploradoras da boa fé, de pessoas que de fato precisam ser ajudadas.
Ao ler os evangelhos aprendemos com Jesus a forma correta de tratar nosso próximo. Seu ministério sempre foi voltado para as pessoas menos favorecidas que queriam ser ajudadas. Era duro com os arrogantes e soberbos, especialmente com hipocrisia religiosa dos escribas e fariseus, mas extremamente amoroso e atencioso com os necessitados. Na parábola destacada, Jesus mostra a ineficácia da religiosidade baseada na aparência. Vejam que nem o levita nem o sacerdote, conhecedores da palavra, demonstraram amor e misericórdia para com o homem ferido. Porém, um samaritano, raça desprezada pelos judeus teve a atitude de amor que a lei exigia. Em I João 4.20 lemos: ‘Se alguém diz que ama a Deus, mas odeia o seu próximo, esse é mentiroso, pois quem não ama o seu próximo a quem vê, como pode amar a Deus a quem não vê?’ Para Jesus não há fronteiras, nem raça, nem cor, nem crença, nem condição social.
Caro leitor, que esta mensagem leve-nos a olhar sempre para nosso próximo com olhar de misericórdia. Lendo a Bíblia cheguei a versículo que revolucionou meu ministério. O texto é Tiago 2.13 e está escrito assim: ‘Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia, e a misericórdia triunfa do juízo’.
O que aprendi, é que há momentos que aos olhos da lei, um transgressor merece ser punido ou condenado. Todavia, se você exercer misericórdia como o seu próximo, você poderá ver a misericórdia triunfar sobre o juízo. Saibamos que o olhar reflete o que está dentro de nosso coração, e Deus o vê como ele realmente é. Portanto, mesmo que a pessoa não comungue de nossa fé, não faça parte de nosso ciclo de amizade, mas se está precisando de ajuda e podemos ajudar, não devemos negar ajuda.
Lembremo-nos ainda, que quando alguém pede misericórdia e negamos, estamos destruindo a ponte que lá na frente nos levará para o outro lado do abismo. Nestes dias nos quais o individualismo está extremamente em voga, precisamos lembrar que o principal mandamento de Deus é: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’. Deus vos abençoe.
Pastor Isaac Ribeiro
Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus/Franca - Ministério Missão - pr.isaac@uol.com.br
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