A Secretaria Municipal de Saúde confirmou na tarde dessa sexta-feira, 17, a primeira morte por dengue na história da cidade. O paciente era um homem, de 32 anos, residente no Complexo Aeroporto, na zona Sul de Franca. Ele morreu no mês de março, devido a complicações ocasionadas pela doença.
Em nota, a Secretaria de Saúde informou que a morte foi constatada após “minuciosa investigação, seguindo os procedimentos determinados pelo Ministério da Saúde” e revelada à Vigilância Epidemiológica Municipal neste mês.
De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde, José Conrado Netto, o paciente foi classificado como autóctone (quando a doença é contraída dentro do município) e teria sido infectado no bairro em que morava. “Ele morreu com a suspeita de dengue. Mas, foram precisos criteriosos exames laboratoriais para poder confirmar esse diagnóstico”, disse.
Netto informou ainda que o paciente era portador de duas patologias crônicas que contribuíram para a piora de seu quadro clínico de maneira rápida. “Até mesmo os familiares não acreditavam ser dengue, atribuíam o óbito às doenças autoimunes, mas os exames do Instituto Adolfo Lutz confirmaram a morte por dengue clássica”, afirmou.
Prevenção
De acordo com informações da Vigilância Epidemiológica, com o registro da primeira morte por dengue na cidade, os trabalhos de combate aos criadouros do mosquito serão reforçados, assim como o pedido de colaboração da população. “A participação da comunidade na prevenção aos focos de proliferação do mosquito é fundamental, mesmo fora do período de chuvas. Portanto, esta é uma ação contínua”, diz trecho da nota enviada na tarde de sexta-feira à imprensa.
Somente neste ano, a cidade já contabiliza 1.089 casos de dengue, na considerada a maior epidemia registrada em Franca.
“Existe a falsa impressão de que não existe risco, mas dengue depende de comportamento. É necessário cuidado da população para não deixar água parada e entulho acumulado. Hoje, 80% dos criadouros encontrados estão dentro de casa”, disse Conrado Netto, que ressaltou do trabalho feito na zona Sul da cidade.
A região é a que concentra o maior número de casos positivos, por isso, foi escolhida para receber, no mês passado, o Projeto Viva o Bairro com diversas ações de limpezas de áreas públicas.
O diretor da Vigilância em Saúde alertou ainda para que a população fique atenta e procure um médico diante do aparecimento dos principais sintomas da doença: dor de cabeça, dores no corpo, vômito, diarreia e manchas avermelhadas na pele.
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