Projeto de pet terapia em velórios propõe diminuir o sentimento de perda


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Segundo Victoria, a raça é conhecida por seu temperamento forte e não costuma ser usada nesse tipo de trabalho
Segundo Victoria, a raça é conhecida por seu temperamento forte e não costuma ser usada nesse tipo de trabalho

Em Santos, Victoria Girardelli, que trabalha com pet terapia há dez anos resolveu inovar sua profissão. 

O schnauzer Freud de 11 anos era levado pela dona Victoria a hospitais com o intuito de aliviar a dor de pacientes. Há pouco mais de um mês, ela leva o cãozinho a velórios sempre com uma mensagem de consolo presa ao corpo. "A atuação do Freud vem sendo elogiada. Ele chega de mansinho e logo vai ganhando seu espaço. O legal é que ele sempre traz uma mensagem e as pessoas logo se agacham para saber do que se trata. Explico que ele faz parte do projeto de terapia e, sem perceber, a pessoa já está se distraindo e conseguindo amenizar um pouco da sua dor", contou a terapeuta ao G1.

A raça é conhecida por seu temperamento forte e não costuma ser usada nesse tipo de trabalho. Victoria esclarece que é necessário haver sintonia entre terapeuta e cão para que a proposta funcione. “É um trabalho totalmente gratificante. O Freud também gosta muito quando eu o coloco na sacola. Ele já sabe para onde vamos e fica todo feliz. O trabalho de amenizar a dor gera um prazer ímpar", revelou Girardelli.

Para Marco Ricardo Africano, diretor do cemitério vertical Memorial Necrópole Ecumênica, onde o projeto acontece, a presença de Freud já mostra resultados, ajudando pessoas a enfrentar o sofrimento da perda de alguém querido.
 

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