Polícia Civil ‘caça’ bandido que matou frentista a tiros no Jardim Aeroporto I


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Sepultamento do frentista Márcio Rangel, ontem, no cemitério Santo Agostinho. Ele morreu horas após levar dois tiros na cabeça
Sepultamento do frentista Márcio Rangel, ontem, no cemitério Santo Agostinho. Ele morreu horas após levar dois tiros na cabeça
O assassinato do frentista Márcio Rangel, 42, na madrugada de segunda-feira no posto Dallas do Jardim Aeroporto I, tem mobilizado os investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), que iniciaram as buscas pelo criminoso e por seu comparsa que o aguardava na moto. Entre os métodos utilizados para chegar aos bandidos, estão o banco de dados da polícia e denúncias anônimas que a população tem feito para ajudar nas investigações.
 
De acordo com o delegado Márcio Murari, um inquérito já foi instaurado para identificar o bandido que atirou no frentista e autuá-lo por latrocínio (roubo seguido de morte). “A forma brutal e fria como o assassino agiu nos chocou. Nós identificaremos não só quem cometeu o crime, como quem o aguardava do lado de fora. Para isso, contamos com a ajuda da população”, garantiu o delegado. 
 
Apenas nessa terça-feira, 22 denúncias anônimas foram registradas na delegacia especializada. As indicações feitas pela população estão sendo apuradas pelos seis investigadores envolvidos no caso, que ontem contaram com outros dez nas diligências. “Além da equipe de homicídios da DIG, temos outro grupo voltado para o caso. Uma parte está responsável pelo banco de dados da polícia, que conta com mais de 6 mil imagens de bandidos que passaram pelas delegacias e pela cadeia de Franca. A outra verifica a denúncia”, disse Murari. 
 
 
Ontem, durante sessão na Câmara, houve um minuto de silêncio em homenagem a Márcio. O vereador Daniel Radaeli (PMDB), que atua como delegado assistente da Seccional de Franca, deu notícias sobre o caso. “Precisamos trancafiar este animal que matou o frentista. Para isso, contamos com a ajuda de quem tiver informações”, ratificou Radaeli. A polícia orienta a população a denunciar em vez de, ao se chegar a um suspeito, tentar fazer justiça com as próprias mãos. Para isso, deve-se ligar na DIG, no (16) 3724-1854, ou no Disque-Denúncia, 197.
 
O crime
Por volta de 3h40 da última segunda-feira, dois bandidos em uma moto chegaram ao posto de combustíveis Dallas, na avenida Carlos Roberto Haddad, no Jardim Aeroporto I. Um deles, que estava de capacete, foi até a sala onde estava Rangel. Nas imagens das câmeras do circuito de segurança do posto, é possível ver o assassino atirando duas vezes na direção do frentista. Em um dado momento, o rosto do bandido fica evidente e esta imagem está sendo utilizada pela polícia para tentar identificá-lo. 
 
Além de ter efetuado disparos contra a cabeça da vítima, o criminoso se aproxima de Rangel, que estava desacordado no chão. Ele o revista e pega R$ 700 que estavam em seu bolso, antes de fugir com o comparsa. Graças a um cliente que chegou para abastecer, o frentista foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros e levado para a Santa Casa. Porém, ele não resistiu e morreu às 14h30 de segunda-feira.
 
Durante a madrugada e a manhã de terça-feira, o corpo de Márcio foi velado no Aeroporto. Depois, por volta de 14h30, foi sepultado no cemitério Santo Agostinho. Emoção, orações e inconformismo marcaram o enterro. 
 
Amigos, familiares e colegas que trabalham no Dallas aplaudiram, cantaram e prestaram homenagens. “Ele era gente boa. Costumava abraçar cada um e era muito companheiro”, disse um colega. Uma outra funcionária engrossou o coro. “Lembro dele nas reuniões. Era um homem bom e tinha orgulho do trabalho. O que aconteceu foi muito triste e revoltante”, afirmou, emocionada.

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