O escritor Leo Cunha inaugura parceria com o também mineiro Luiz Magalhães, editando a obra Vira-Lata, lançada nesta semana pela FTD. A história mostra que o personagem Chico se encantava com os cachorros de seus amigos e da vizinhança. Queria ter seu próprio animalzinho, mas seus pais sempre falavam que custava caro e não podiam pagar. Um dia, a vizinha Dona Alcina, simpática e engraçada, apesar de abelhuda, lhe sugeriu: “Se eu fosse você, pegava um cachorro vira-lata”.
Cachorro vira-lata? Como assim? Chico ficou encucado com aquela expressão, que nunca tinha ouvido. E isso despertou sua imaginação, trazendo de sua memória histórias de pessoas e bichos que se transformam em outros. Sua avó contava histórias de homens que se transformavam em lobisomem. Na escola, já tinha visto lagarta virar borboleta. Mas cachorro virar lata? Seria isso possível? Bem, se lata pudesse virar cachorro, o problema estaria resolvido. Seus pais o consideravam criativo. Então, mãos à obra. Chico passou a escrever mil planos, testando todos os truques que faziam parte de seu imaginário infantil.
Apesar de todos os seus esforços, nada de lata virar cachorro. Dona Alcina, sempre disposta, o ajudou a reunir latas para reciclagem. Com o dinheiro, poderia comprar um bichinho.E assim foi. Ela mesma o acompanhou ao pet shop. A surpresa aconteceu quando Chico se encantou por um cachorrinho preto, encolhido em um canto. Era aquele. O dono do pet shop lhe disse que poderia levá-lo de graça. Por quê? Porque aquele era um cão vira-lata.
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