Nesta terça-feira a sonda espacial New Horizons, da Nasa, alcançará seu objetivo, que é passar a 12,5 mil km de Plutão. As últimas imagens enviadas pelo equipamento revela mais detalhes da superfície do longínquo planeta-anão, que fica a cerca de 4 bilhões de quilômetros da Terra.
Em uma imagem divulgada pela agência espacial no último domingo (12), é possível ver sombras e zonas claras na região central de Plutão, bem como formações circulares e intrigantes, que astrônomos creem que possam ser crateras. Linhas precisas que delimitam as áreas escuras e claras sugerem a existência de penhascos. Na imagem também são identificáveis quatro pontos escuros de Plutão, que estão na face voltada para sua lua maior, Caronte. De acordo com a Nasa, esses pontos são ligados a um cinturão que se estende por toda a região equatorial do planeta. As áreas escuras tem cerca de 480 km de diâmetro.
“É estranho que eles estejam espaçados de modo regular”, disse o cientista Curt Niebur em um comunicado do programa New Horizons. “Nós não podemos dizer se elas são planaltos ou planícies, se são variações de brilho em uma superfície completamente lisa”, disse Jeff Moore, do Centro de Pesquisa Ames da Nasa sobre as áreas escuras.
Os cientistas esperam aprender mais sobre essas novas descobertas. “Quando combinarmos imagens como esta, que mostram o lado mais distante de Plutão, com outras composições e cores já capturadas pela nave espacial, mas ainda não enviadas à Terra, esperamos ser capazes de ler a história da superfície de Plutão”, afirmou Moore.
Os sinais de rádio da New Horizons, que atualmente está a 4 bilhões de quilômetros da Terra, mesmo viajando à velocidade da luz, levam quase quatro horas e meia para chegar aqui. A sonda, que viaja em direção a Plutão há nove anos, está em piloto automático e neste momento não envia imagens ou dados capturados para a Nasa, uma vez que está concentrando todo o seu potencial para reunir valiosas informações que serão o objetivo de sua missão: passar o mais perto possível do planeta e de suas cinco luas e registrar imagens. Os dados serão transmitidos para a Terra nos próximos 16 meses.
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