Armador Matheus Dos Prazes volta com a missão de liderar


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Matheus bate bola em treinamento realizado na quadra do Póli
Matheus bate bola em treinamento realizado na quadra do Póli
O bom filho à casa torna. Revelado pelo Franca Basquete, o armador Matheus Dos Prazes Costa terá uma missão diferente desta vez em sua volta ao clube, ou seja, liderar um grupo recém-formado. Com o projeto de reestruturação e adequação de contas, o antigo elenco foi dispensado. Apenas o garoto Antônio Elpídio permaneceu para a nova temporada. Com a aposentadoria do armador Helinho, - que se tornou gerente-executivo da equipe -, Matheus, de 35 anos, assumirá o papel de protagonista. 
 
Depois de sete anos fora, Matheus se diz feliz e motivado em voltar a vestir a camisa do clube. O francano esteve presente em quadra na conquista dos dois últimos títulos de Franca: Campeonato Paulista (2007) e Supercopa (2008). “É um desafio novo para mim. Ser o jogador mais experiente e exercer essa função dentro do time. Por ser da própria cidade, espero passar minha experiência ao grupo e ajudar Franca em quadra na conquista dos melhores resultados”, afirma. 
 
Após deixar Franca na temporada 2008/2009, ‘Matheusinho’, como é chamado pelos torcedores francanos, foi atuar no Vale do Paraíba. Lá, o armador defendeu o São José por três temporadas seguidas. Em 2012, o jogador se transferiu para Fortaleza para jogar pelo Basquete Cearense. No nordeste, o armador ficou por dois anos. Na temporada passada, Matheus foi contratado no meio do NBB 7 pela Liga Sorocabana.
 
De volta ao clube e mais experiente, o jogador rechaça a pressão de atuar pelo Franca Basquete. “Toda equipe tem lá sua pressão e forma de cobrança, mas nenhuma se compara com Franca. Aqui o torcedor entende mais, discute jogada e sabe tudo sobre o esporte. Essa pressão é boa, pois faz o jogador ficar ainda mais comprometido com seu trabalho”, argumenta. 
 
Mesmo longe, o armador acompanhou o momento delicado vivido pelo clube na temporada passada. Com sérios problemas financeiros, Franca ameaçou deixar o NBB no início da competição. Através de um pacto entre jogadores, comissão técnica e diretoria, o time seguiu em quadra. Diante desse cenário, o clube se organizou nos bastidores para modificar todo seu modelo político-administrativo. Com a criação do comitê gestor, busca se reerguer. “Foi um momento complicado. Não só quem atuou por aqui, mas todos no basquete ficaram apreensivos. O esporte vem passando por um período difícil. Alguns times fecharam. Franca tem tradição no basquete. O que sabemos é que a dívida foi sanada e agora o grupo trabalha para colocar o clube nos eixos”, finalizou.

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