Ambientes competitivos e pautados em desempenho agressivo rumo a um resultado cada vez melhor e capaz de manter organizações em alta. Tais objetivos podem ser flagrantemente contraditórios em relação a um espaço humanizado de trabalho. Certo? Errado.
É justamente para pensando em desmistificar tal ideia que o Grupo de Interações Positivas Humanoterapeutas, do Senac-Franca, entrou em atividade em outubro de 2014. Baseado em um workshop do médico e humanista americano Dr. Patch Adams, ocorrido no ano passado, em São Paulo, o trabalho foi idealizado por funcionários da unidade local. Marcelo Oliveira Barros, Luís Fernando Amaral, Marília Betarello Rocha e Juliano Silva tentam encontrar e disseminar uma forma de incentivar o trato humanizado com alunos, funcionários e empresas. Eles explicam que o termo “humanoterapia” significa “a terapia através do outro” e consiste em um conjunto de técnicas e vivências que levam as pessoas a experimentarem interações com o próximo e também com elas mesmas. “A propostas das atividades é levar aos envolvidos a reflexão sobre seus valores individuais e a importância de relacionamentos positivos para o desenvolvimento de bons ambientes de trabalho”, esclareceu Barros.
Ele ainda defende o uso de técnicas capazes de desenvolver a melhora em ambientes competitivos como os das empresas hoje no mercado. “Empresas serão julgadas por seus compromissos éticos, pelo foco nas pessoas e nas relações responsáveis com o ambiente natural. Ações do gênero serão vistas como fator de diferenciação no ambiente de negócios. Da mesma forma, profissionais talentosos serão atraídos por quem está comprometido com o crescimento das pessoas e com causas sociais. a junção de ambos os aspectos criam empresas cada vez mais humanizadas e necessárias neste contexto do mundo moderno”, enaltece Barros.
O grupo atua conforme a demanda e através de cursos, equipes de atendimento, escolas, empresas ou outras unidades do Senac. As atividades buscam sensibilizar os participantes e, por isso, costuma-se trabalhar o assunto através de intervenções artísticas, como encenações teatrais.
André Justino, CEO da Cetus Consulting, explica que não se deve confundir firmeza e cobrança por resultados com desrespeito ou tratamento ríspido. É da natureza humana revidar quando maltratado e atitudes como essa podem acontecer de forma direta ou indireta, mas com impacto até maior, como sabotagens, improdutividade proposital, fofocas e desmotivação. Isso contamina todos os membros de uma equipe. “Infelizmente, observamos nas empresas certa dificuldades de promover essa relação saudável e feliz devido à falta de habilidade das lideranças ou mesmo pelo excesso de competitividade no ambiente de trabalho. Uma equipe produtiva necessita de cooperação, objetivos e interesses comuns, mas também de companheirismo gentileza e cordialidade. O bom clima organizacional deve ser promovido pelas lideranças, com envolvimento direto do departamento de recursos humanos”.
Interessados no trabalho do Humanoterapeutas devem solicitar informações sobre atividades e agenda dos profissionais do grupo pelo e-mail franca@sp.senac.br
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