Morreu às 7h36 do dia 9 de julho, em sua casa, no município de São José da Bela Vista (SP), o ex-prefeito e ex-vereador daquela cidade, Sílvio Pedro de Oliveira. Tinha 73 anos. Há cinco anos teve diagnosticado câncer de próstata, e o tratamento, desde cirurgias a quimioterapia, foi realizado no Hospital do Câncer de Franca, ao qual a família, emocionada, agradece pela presteza e competência do atendimento.
Deixou viúva Sebastiana Peixoto Oliveira, depois de 49 anos de enlace do qual nasceram três filhos (Silvia, Sandra e Carlos Cesar), dois netos e quatro bisnetos. Era natural de Buritizal. Estudou em escola rural da Fazenda Baguaçu, em Pedregulho (SP). Em 1965, empregou-se na Prefeitura de São José da Bela Vista e lá atuou até 1981. Não deixou de estudar. Fez supletivo e depois cursou o ensino médio na Escola Estadual Maciel de Castro Júnior. De perfil sempre aberto à prática de amizade, formou grande círculo de relacionamento. Daí para a política foi um pulo: filiado ao PMDB, foi eleito prefeito (de 1989 a 1992), vereador (em duas gestões), e foi vice-prefeito em outras duas oportunidades.
Marcou seu nome e trabalho na administração pública local. Seu filho Carlos Cesar contou que o pai equipou e fez funcionar o Hospital São Vicente de Paulo, adquiriu ambulâncias para transporte de doentes a centros especializados; asfaltou o bairro Santa Maria, antiga reivindicação belavistense; reestrurou a frota de veículos e máquinas da Prefeitura que se encontrava sucateada; desapropriou área para construção de casas populares no Jardim Alto da Juventude; negociou e quitou dívidas do município com o FGTS e o INSS; construiu mini-matadouro e centro comunitário. Seu pai afirmava que esse ‘legado foi construído com carinho e honestidade, porque é isso o que se tem que esperar de um político’.
Carlos disse que ele, os irmãos, mãe, netos e bisnetos ‘o tiveram 100% por perto, em todas as ocasiões boas da vida e em todas as situações em que precisaram dele na dificuldade’. ‘Papai foi um grande professor e nosso espelho com sua crença na honestidade e no caráter. Tratava a todos exatamente como nos tratava, com carinho, lealdade. Ensinou, e aprendemos, que devemos praticar, ao menos, uma gentileza ao dia, e pedir à pessoa que a receber que faça o mesmo a outra pessoa’.
O corpo do homem público foi velado na Câmara Municipal local. O sepultamento, sob cuidados da Funenária Santa Bárbara, de Franca, aconteceu às 17 horas do mesmo dia 9, no Cemitério Municipal de São José da Bela Vista.
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