Inacreditavelmente, o governo brasileiro tem patrocinado diretoria do Banco Central que lançou à estratosfera os juros do país: 13,75% ao ano! Se o mercado diz que como a inflação não é de demanda, juros altos não têm eficácia. Mas que teoria seguem os ‘experts’?
Se esses juros matam o governo e o país, o que dizer então dos juros que o cidadão comum paga? O BC divulgou a média dos juros cobrados em maio no crédito rotativo do cartão de crédito: 360,6% ao ano! É recorde. Os juros dos cheques especiais configuraram mais um recorde: 232%!
E o óbvio aconteceu. O brasileiro nunca esteve tão endividado. Em abril, o volume de dívidas das famílias passou a 46,30%, maior porcentual desde janeiro de 2005, quando começou a pesquisa. Ao menos os bancos oficiais não deveriam participar desse saque coletivo. Deveriam promover, pela concorrência, juros justos. Afinal, para que servem se não for para regular o mercado? Quem precisa dar essa direção, a presidente do Brasil? O que ela está esperando?
O BNDES aprovou 12 bilhões de dólares para ditaduras sanguinárias e megaempreiteiros a juros que perdem para a inflação. Nós bancamos. O Banco do Brasil e a Caixa Federal têm poder econômico enorme. Podem regular juros e impulsionar a economia. Se os preços sobem porque a procura aumenta, basta aumentar a oferta, e através da redução de custos. Deveria ser meta nacional e começar pelo governo.
Outra causa do alto custo é o serviço de entrega, serviço exclusivo dos Correios. Como fomentar venda por catálogo e internet se o custo da entrega é grande? Uma lâmpada LED de R$ 15 na China, paga um real para enviar da lá até minha casa. Lâmpada equivalente custa uns R$ 50 em São Paulo, para entregar em casa custa R$ 13, quase o valor de uma enviada do outro lado do mundo... Dá um jeito nisso dona Dilma!
Mario Eugenio Saturno
Tecnologista Sênior do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)
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