CARRÃO
Pastor Otávio (PTB) abençoa carro de luxo comprado pela Câmara ao lado de colegas. Na sessão de ontem, vereadores endureceram e representaram projeto que obrigada o prefeito a destinar parte do orçamento do município para atender emendas de parlametares.
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OBRIGATÓRIO
As articulações em torno da apresentação de um projeto que obriga o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) a atender as emendas feitas pelos vereadores, no chamado orçamento impositivo, dominaram as discussões e os bastidores da Câmara ontem, terça-feira.
A ideia já vinha sendo debatida por Márcio do Flórida (PT) e Daniel Radaeli (PMDB) desde o começo do ano. Mas como o então líder do governo, o vereador suspenso Luiz Carlos Vergara (PSB), havia fechado um acordo em que o próprio Alexandre apresentaria um projeto tratando do assunto, os dois acabaram deixando a ideia de lado. “Recomeçamos as discussões porque já passamos da metade do ano e até agora não há sinal do projeto por parte do Executivo”, disse Márcio do Flórida.
Ontem ele passou o dia tentando convencer os colegas da necessidade de maior independência para o Legislativo. Seus argumentos ganharam força depois que os vereadores estiveram no Iansa (Instituto de Apoio Nossa Senhora Aparecida) e descobriram que as emendas orçamentárias feitas no final do ano passado repassando à instituição R$ 170 mil não foram atendidas pelo prefeito. “O Iansa presta um serviço belíssimo no atendimento a famílias de pacientes com câncer, mas não consegue ter a verba que destinamos. Se o orçamento já tivesse valendo, o prefeito seria obrigado a nos atender”, disse Márcio do Flórida.
Dos 15 vereadores, nove já assinaram o projeto que determina o limite de 1,2% do orçamento (cerca de R$ 7,5 milhões) para as emendas parlamentares obrigatórias. “Vou votar sim. Já assinei o projeto e não volto atrás. Estou cansado de implorar para ter minhas reivindicações atendidas. Faz dois anos que peço melhoramentos para o Jardim Palma e até agora nada”, disse o vereador Zezinho Cabeleireiro (PPS).
Conhecido por raramente manifestar seu posicionamento, Nirley de Souza (DEM) também defendeu a aprovação do projeto que deve ir à discussão na próxima semana, dia 14. “Acho importante a gente ter essa independência. Assinei e apoio”.
Esta não é a primeira vez que os vereadores tentam aprovar o orçamento impositivo. No ano passado, quando ainda não era líder do governo, Luiz Vergara (PSB) apresentou um projeto sobre o assunto. À época sem apoio, acabou retirando a proposta da pauta.
Quem não gostou nada da movimentação e da proposta foi o assessor legislativo do prefeito, Edvaldo Costa. Nos bastidores, ele afirmou ter certeza de que, apesar das assinaturas, o projeto não será aprovado e teria repetido várias vezes que “assinatura não é voto”.
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