Uma confusão armada por dois irmãos e a namorada de um deles, na delegacia, na segunda-feira, culminou na prisão dos envolvidos. Suspeito de vender um celular e um terço roubados de um estudante de 15 anos, da Vila Flores, o encarregado MHCP, de 19 anos, residente no Recreio Campo Belo, contou com a cobertura de seu irmão, o representante comercial LHRP, de 21 anos, e de sua namorada, a sapateira ATSM, de 20 anos, para tentar impedir a sua prisão por receptação. Durante um entrevero no Plantão Policial, para onde os envolvidos foram levados, os suspeitos ainda teriam xingado investigadores e empurrado um deles, numa tentativa de intimidá-lo.
O caso teve início por volta de 17h45, quando os investigadores Antonio, Danilo e Rodrigo, do 1º DP, foram checar uma denúncia anônima de que o encarregado estaria vendendo telefone celular proveniente de furto e que faria a entrega em um posto de combustíveis, na rua Doutor Péricles Maciel, no Jardim Redentor. A denúncia indicava ainda que o suspeito estaria em um Vectra verde, juntamente com o irmão e a namorada dele, e trajava blusa de moletom vermelha.
Durante a abordagem, o investigador Danilo observou que o encarregado usava um celular. Indagado a respeito, ele disse ter comprado o aparelho na Feira do Rolo, na Vila São Sebastião. Mas ficou comprovado que o celular era o mesmo roubado de um adolescente na sexta-feira da semana passada. Diante disso, MHCP foi levado ao 1º DP, na viatura da polícia, enquanto seus acompanhantes seguiram em carro particular. Na delegacia, o investigador Danilo viu que o suspeito ostentava no pescoço o rosário também roubado do estudante.
O terço foi deixado sobre uma mesa na sala de investigação. Em dado momento, o acessório sumiu. Ao serem indagados sobre o paradeiro do rosário, os três suspeitos se exaltaram e xingaram os policiais. O terço foi encontrado pouco depois em poder da jovem, que tentou fugir da unidade policial.
Os policiais revistaram o Vectra e encontraram um dichavador (aparelho utilizado para preparar cigarro de maconha) e algumas joias da sapateira. Ao receberem voz de prisão do delegado Milessandro Mazola Moreti, os dois irmãos, mesmo algemados, teriam partido para cima dos policiais. A caminho da cela no Plantão Policial, o representante comercial teria dado um empurrão no investigador Danilo, alegando que não ficaria preso.
Ao final do flagrante por receptação, desacato, resistência e ameaça, os suspeitos foram encaminhados à cadeia do Jardim Guanabara, triados, e, em seguida, removidos ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca.
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