Lixeiro morre após briga em festa na V. Aparecida


| Tempo de leitura: 2 min
Vítima morreu do lado de fora do local onde estava sendo realizada uma festa no último sábado
Vítima morreu do lado de fora do local onde estava sendo realizada uma festa no último sábado
Um caso diferente e com um infeliz desfecho mobilizou socorristas do Samu, a Polícia Militar e a Civil no final de semana. Arilson Alan Gomes da Silva, de 33 anos, morreu na noite do último sábado (4) após se desentender com um jovem de 22 anos, na Vila Aparecida. O incidente, que será investigado pela Polícia Civil, aconteceu por volta de 21 horas, na rua Doutor Vital Brasil. Mesmo com o socorro do Samu e as tentativas de reanimação, o lixeiro não resistiu e morreu na calçada.
 
Após chegar do trabalho, Arilson teria ido até uma festa onde sua mulher estava, em uma residência da rua. Lá, ele teria se desentendido com o namorado da filha da dona da casa, um jovem de 22 anos. Uma briga teria se iniciado e os homens trocaram socos, agarrões e chutes. Quem estava na festa, tentou apartar a confusão. 
 
Em um dado momento, enquanto pessoas tentavam segurá-lo para evitar que o desentendimento fosse ainda maior, Arilson teria batido a cabeça em uma parede. Com o impacto, ele desmaiou. O rapaz com quem o lixeiro entrou em luta corporal teria saído da casa e, assim que despertou do desmaio, a vítima decidiu segui-lo para tentar prosseguir com a briga. Tão logo chegou na calçada da residência ao lado, ele caiu inconsciente. A Polícia Militar, através do Cabo F. Silva e Soldado Jonas, esteve no local, assim como socorristas do Samu. Porém, já era tarde.
 
No corpo de Arilson, foi encontrado um corte na perna esquerda. Mas, de acordo com o delegado que estava de plantão no sábado, Eduardo Lopes Bonfim, o machucado na perna não seria o motivo da morte do lixeiro. “Só o ferimento não causaria a morte e ninguém responde como o machucado surgiu. Na cabeça dele, há um galo, do momento em que ele, segundo depoimento da mulher, teria batido a cabeça e machucado. Isso pode significar algo. Porém, é cedo para afirmar qualquer coisa. As causas ainda serão investigadas”, disse.
 
A perícia foi acionada e também esteve no local para apurar a morte de Arilson, que era usuário de drogas. Um laudo que aponta a razão do óbito será expedido em, no máximo, 30 dias. O caso foi registrado no Plantão Policial como morte suspeita. O corpo foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) e, na tarde de domingo, liberado para a família. Com serviços da Funerária São Francisco, Arilson foi velado no Leporace e sepultado no Cemitério Santo Agostinho às 16 horas de ontem.
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários