Magazine cria unidade diferenciada em São Paulo para inovar em e-commerce


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Frederico Trajano
Frederico Trajano

A empresa francana Magazine Luiza, líder e referência em varejo, criou um espaço diferenciado em São Paulo, próximo à sede principal da loja, para enfrentar as transformações que novas tecnologias têm imposto ao mercado. O espaço têm paredes grafitadas e abriga 64 profissionais que vão trabalhar de tênis e bermuda. A equipe do local é composta por jovens programadores, designers e especialistas em big data, que criam soluções inovadoras para o e-commerce do ML. O chefe dos 'nerds' é Frederico Trajano, diretor de operações da empresa e herdeiro da rede. “Estamos apenas no começo de uma revolução. A função da loja vai mudar muito. Ela vai ter de ser divertida, didática, sensorial e vai ter de estar cada vez mais próxima do cliente, que pode resolver comprar pela internet e retirar na loja. Teremos de ir além da transação. Quem não fizer isso vai fechar as portas” disse ele em entrevista à revista Exame.

Fred, como é conhecido, disse que o perfil do empregado desse laboratório de desenvolvimento, o Luiza Labs, é de nativos digitais com forte espírito empreendedor. Eles são mais informais e não gostam de hierarquia rígida. “O pessoal do Luiza Labs tem tudo isso mais uma pitada de loucura. É uma turma muito criativa, que curte muito aprender um com o outro. Eles têm a cara da Campus Party. São nerds assumidos. E a gente tem de fazer coisas diferentes para atrair esse pessoal. Eu tive de liberar o trabalho de bermuda, por exemplo”.

Apesar de o Magazine Luiza ser considerado uma empresa tradicional, Trajano disse que o laboratório e seus funcionários não foram um choque, apesar de o nível de informalidade ter sofrido um aumento. “A empresa sempre foi muito cabeça aberta. Na década de 90, minha mãe quebrou as paredes e cortou a burocracia. O DNA da companhia sempre foi de uma startup. É uma empresa que tem atitude de dono, como as startups”, explicou.

Segundo o diretor de operações, as inovações não farão com que o profissional de varejo tradicional perca espaço. “Mas ele precisa querer evoluir. Ele tem de entender que o mundo está mudando e que, se ele não mudar, vai ser pego de surpresa”, finaliza.

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