Protestos contra tarifa de ônibus perdem força


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Com cartazes, manifestantes tentavam chamar a atenção da população para o transporte público
Com cartazes, manifestantes tentavam chamar a atenção da população para o transporte público
Uma aula pública, organizada como forma de protestar contra o aumento da tarifa de ônibus em Franca, reuniu menos de 20 pessoas sábado, na praça Nossa Senhora da Conceição. Essa foi a terceira mobilização organizada pelo grupo na cidade desde o dia 25, quando a tarifa passou de R$ 3,10 para R$ 3,50.
 
O professor de história Thiago Rodrigues, um dos organizadores do debate, disse que o objetivo principal era atrair as pessoas que usam o transporte público para o debate. “Organizamos essa aula pública com o intuito de debater com a população, que usa diariamente o transporte, a situação do transporte público da cidade e a falta de políticas públicas para incentivar o transporte coletivo”, disse. 
 
De acordo com ele, mesmo com a pouca adesão e a queda no número de participantes nos protestos - no dia 25, cerca de 80 pessoas participaram e, no dia 29, aproximadamente 20 manifestantes estiveram presentes no protesto - a aula teve um saldo positivo. “Mesmo atraindo poucas pessoas, acredito que a iniciativa é válida. Toda grande manifestação começou com a participação de poucas pessoas”, disse. 
 
Com faixas de “3,50 é um roubo”, “Fora Alexandre e fora São José”, “3,50? Desculpa não aceitamos” e gritos de guerra contra o valor da passagem de ônibus, o pequeno grupo tentava chamar a atenção das pessoas que passavam pela praça. 
 
Durante a aula, um dos pontos abordados pelos participantes foi a falta de transparência da empresa São José e a falta de cobranças por parte da Prefeitura. 
 
Enquanto a aula acontecia, algumas pessoas chegaram a parar e participar manifestando suas opiniões em relação ao transporte público da cidade. 
 
O aposentado Roberto Estante, 47, é usuário do transporte público e acredita que o valor da tarifa deve ser revisto. “O serviço que a São José presta é horrível. Falta fiscalização e quem sofre é quem precisa utilizar o transporte público na cidade. Essa tarifa é um verdadeiro absurdo”, disse. 
 
Apesar de poucos manifestantes, fiscais da empresa São José acompanharam toda a movimentação do protesto.
 
 

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