Médicos prejudicados recorrerão à Justiça e ao Ministério Público


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Alguns médicos do município não concordaram com a transferência e pediram demissão. Os demais chegaram a cogitar a possibilidade de se rebelarem e não cumprirem a determinação para mudarem de local e horário de trabalho.
 
Após avaliarem que poderiam sofrer perseguições ou até mesmo serem demitidos, decidiram cumprir as novas escalas. Mas não vão aceitar calados as imposições feitas pelo prefeito.
 
Na noite da última terça-feira, véspera da transferência para a UPA do Jardim Aeroporto, os pediatras se reuniram com dois advogados e decidiram acionar a Justiça e também o Ministério Público. “Os médicos pediatras estavam lotados no PSI no horário diurno e, agora, por ato administrativo, estão sendo transferidos para trabalhar na UPA no horário noturno. Tentaremos reverter esta situação por entendermos a ilegalidade do ato”, disse o advogado Márcio Henrique de Andrade.
 
Serão propostas ações de cunho trabalhista para defender o direito individual de cada profissional, além de uma ação popular com o objetivo de tentar anular o ato de contratação do serviço médico terceirizado através de uma empresa particular. “Também entraremos com representações no Ministério Público Estadual e Federal ante o ato de improbidade administrativa do senhor prefeito”. Segundo os advogados, a Prefeitura recebe dinheiro do governo federal para manter atendimento 24 horas na UPA, mas só presta o serviço de pediatria à noite.
 
Os defensores não têm dúvidas de que a saída dos pediatras do PSI vai provocar transtornos e prejudicar o atendimento prestado. “A população, desde 1º de julho, na área pediátrica, se encontra em risco. Foram retirados todos os pediatras e estarão no lugar deles apenas médicos clínicos de pouca experiência profissional”, concluiu Márcio Andrade.
 

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