Crucificados com Cristo


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‘Já estou crucificado com Cristo, e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim, e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim’. 
(Gálatas, 2.20)
 
 
Como é bom ter o nosso viver confundido com o viver do Senhor Jesus! Só sendo parecidos com Jesus é que podemos viver uma vida em unidade. Por falar nisto, é preciso reconhecer que vida cristã não é férias, é permanente renúncia e dureza. É na verdade, o desafio constante de ser definitivamente um com o Senhor Jesus Cristo. Mesmo sendo dois, o Pai e o Filho, vive um em função do outro. Jesus diz que Ele vive pelo Pai e o Pai vive por intermédio Dele. Sendo desta forma, é correto inferirmos que, assim como Ele e o Pai, sendo duas pessoas distintas, têm um só viver, também nós e Ele (Jesus) devemos ter uma única vida, mesmo sendo inúmeros filhos e filhas. É preciso entender que vida cristã não é vida permutada, mas vida enxertada. Paulo entendeu bem desse assunto, e por esta razão escreveu para nos ajudar a entender também. O texto diz: ‘Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em Mim’. Isso é o que mais necessitamos entender, de uma vez por todas. Quando Paulo foi capaz de entender isto, conseguiu tomar a atitude mais correta. Dizia ele: ‘Esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus; que me amou e a si mesmo se entregou por mim’. (Gálatas, 2.20). 
 
Quantos de nós, cristãos confessos, somos capazes de dizer que estamos crucificados com Cristo e que Cristo vive em nós, mas na prática nossas atitudes não evidenciam o que falamos. Justamente por isto, esta reflexão leva-nos a rever nossa relação com Jesus, de tal forma, que consigamos viver de fato para Ele. 
 
O melhor a fazer é reconhecer nossos pecados confessá-los, abandoná-los e deixarmos que Ele dirija nossas vidas. Um mais um, igual a um, pode não ser um conceito matemático correto, mais é uma descrição exata da intenção de Deus para a nossa relação com Ele. 
 
De nada adianta dizermos que estamos crucificados com ele, mas na verdade, a prostituição, a impureza, a lascívia, idolatria, feitiçarias, as inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, estão presentes em nossas vidas. Esta lista de pecados está descrita em Gálatas, 5.19-21, e Paulo as classifica como obras da carne, e quem está na carne não pode herdar o reino de Deus. Foi por esta razão que Jesus em um dos seus sermões ensinou: ‘É impossível servir a dois senhores, pois com certeza haverá de agradar a um e aborrecer ao outro’.
 
Portanto, caro leitor, tomemos a decisão que poderá mudar o rumo de nossas vidas. Se somos de Deus, devemos obedecer seus ensinamentos e somente assim, poderemos usufruir da belíssima companhia de Jesus. Se acima relacionamos uma lista com as obras da carne, permitam-me encerrar, listando o fruto do Espírito, que é a plena evidência que estamos andando de fato com Cristo. Veja: ‘Mas o fruto do Espírito é, amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fé, mansidão e domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscência’ (Gálatas, 5.22-24). 
 
Que nosso relacionamento com Deus não seja apenas de palavra, mas que nos tornemos íntimos do nosso amado Jesus, desenvolvendo assim uma estreita relação com Ele, a ponto das pessoas olharem para nossa vida, e percebê-lo em nosso viver. Deus vos abençoe.
 
Pastor Isaac Ribeiro
Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus/Franca - Ministério Missão - pr.isaac@uol.com.br
 
 

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