Dilma e a mandioca


| Tempo de leitura: 3 min
Que a presidente Dilma Rousseff (PT) volta e meia fala bobagens, principalmente quando resolve improvisar ao discursar em alguma solenidade oficial ou ao dar entrevistas, não é novidade para os brasileiro. Mas desta vez ela se excedeu e precisamos voltar ao assunto, ainda mais depois da declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ontem, garantindo que a crise brasileira é decorrente de fatores externos e que Dilma vai contornar a situação difícil que vive a economia do nosso País. O discurso da presidente, no último dia 23 de junho, já foi criticado, glosado e se tornou peça de humor ao se transformar em música, disseminada pelas redes sociais.
 
Entre outras bobagens, Dilma Rousseff foi aplaudida pela claque de comissionados e aliados, ao cometer este absurdo: “Hoje, eu estou saudando a mandioca, é uma das maiores conquistas deste País”. Não contente, ainda afirmou estar “comungando a mandioca com o milho”. Algo sem pé nem cabeça que só poderia sair da boca de quem, volta e meia, não diz coisa com coisa. A chefe da Nação, que gosta de citar números e estatísticas impossíveis de serem comprovadas, chega ao fundo do poço como o seu governo, que registrou recentemente o maior índice de rejeição de um presidente desde a redemocratização, só perdendo para José Sarney — este, logo após o fim do tabelamento de preços, uma aventura que deixou o País à beira da recessão.
 
A verborragia sem pé ou cabeça de Dilma só encontra paralelo em Lula, seu grande mentor, que ainda acredita na capacidade de gerente daquela que conseguiu levar à falência o único negócio particular que teve — uma loja de produtos populares, a ‘lojinha de um real’ que abriu em sociedade com o ex-marido em Porto Alegre. Para o ex-presidente, a crise política e econômica no País não é responsabilidade da petista, garantindo que ela vai arrumar o Brasil, apesar “dos tempos difíceis”. E dá a receita para que Dilma tire o País do atoleiro: “ela tem que andar mais pelo Brasil”. Foi num discurso para petroleiros, onde mais uma vez Lula culpa a oposição, órgãos de imprensa e “quem ganha com a inflação” pela situação atual. Ele finge ignorar completamente que chegamos a este ponto exclusivamente por causa do governo de sua sucessora.
 
Querer politizar desta forma o descontrole da economia brasileira (que poderia ter sido evitado há tempos, caso a presidente estivesse mais preocupada em colocar a casa em ordem do que tentar manter uma aparente tranquilidade para conseguir a reeleição), é conversa fiada, para boi dormir. As medidas tomadas recentemente, que ainda dependem do aval do Congresso para entrarem em vigor, deveriam ter sido tomadas há pelo menos dois anos. Lá atrás seriam certamente menos doloridas para o trabalhador que, na verdade, está pagando pela ineficiência da presidente e sua equipe econômica, que foi trocada muito tarde, E, também aí, o ex-presidente tem sua parcela de culpa, ao impor Guido Mantega & cia, além de ter vendido ao País a imagem de uma gerente que marca sua administração pela ineficiência.
 
email opiniao@comerciodafranca.com.br
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários