O delegado Márcio Murari, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), descartou, ontem, a hipótese de que o aposentado Antônio Joaquim, de 69 anos, tenha morrido após sofrer uma queda acidental. Ele foi encontrado desacordado e ferido em um corredor existente em sua casa no dia 14 de junho. Posteriormente, morreu no hospital. Antes disse ter sido agredido e deu o nome de um suspeito.
Segundo o delegado, o laudo da necropsia feito por peritos médicos do IML (Instituto Médico Legal) de Franca mostrou que os ferimentos existentes na vítima são incompatíveis com uma queda. O laudo foi entregue ontem à Polícia e já está anexado ao inquérito que apura a morte do aposentado. “Agora temos certeza de que se trata de um crime. A vítima foi morta em virtude das agressões físicas que sofreu”, disse Murari.
Segundo ele, os legistas atestaram que havia ferimentos por todo o corpo do aposentado e não apenas na cabeça como se supunha inicialmente. “Ele foi agredido com um instrumento contundente, provavelmente alguma barra de ferro ou de madeira. Havia várias lesões pelo corpo, o que descarta a possibilidade de queda”.
O caso agora está sendo investigado como latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. Dinheiro teria sido roubado da vítima. “Já ouvimos um suspeito. Ele apresentou um álibi e acabou liberado. Agora estamos tentando localizar outro suspeito. Não vamos divulgar sua identidade para não prejudicar as investigações”, finalizou.
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