O governo do Estado de São Paulo assinou ontem, 3, um contrato de financiamento para quatro projetos inéditos no Brasil que ampliam a produção de água de reuso e inovam no tratamento do esgoto. Dos quatro, um deles é da Sabesp Franca e utiliza a luz solar para secar o lodo do esgoto.
Em fase de pré-operação na ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) da cidade, o projeto tem investimento de R$ 1,02 milhão e visa a diminuir o impacto ambiental e o volume de resíduo. Os recursos são fornecidos à Sabesp pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).
Segundo o gerente do setor Luciano Reami, o projeto reduz o lodo para teores de umidade inferiores a 60% por meio da secagem solar controlada, em estufa. “O lodo de esgoto é produto do tratamento, que em sua fase final contém ainda cerca de 80% de umidade. Com a secagem, a grande vantagem é a redução de volume e também a diminuição do material disposto no aterro sanitário”.
De acordo com a assessoria da Sabesp, uma máquina revira o lodo de tempos em tempos, fazendo com que todo o material fique exposto ao sol. Atualmente, a ETE de Franca produz 60 toneladas de lodo por dia, dos quais 80% são umidade. A estimativa é que, com a secagem, ocorra uma queda para 17 toneladas por dia, com 30% de umidade. Ou seja, um volume muito menor de resíduos para ser transportado até o aterro sanitário.
Idealizado há um ano, o projeto está em funcionamento na fase de pré-operação e de ajustes do processo. A previsão da Sabesp é que, em dois anos, o investimento esteja pago. Após implantado, o prazo para execução e avaliação de resultados é de 30 meses.
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